sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Introdução ao Vinho - Castas

BY Estado Liquido - Wines & Spirits IN , , , , , No comments

A casta, ou a combinação de castas, usadas para produzir um vinho será aquilo que maior influência exercerá no estilo final do vinho. Existem centenas de castas apropriadas para fazer vinho, mas apenas um pequeno número tem a reputação de permitir fazer vinhos excepcionais. Vamos conhecer algumas das castas “nobres”. Cada uma delas possui um carácter distinto e um sabor que é reconhecível, independentemente de onde é cultivada.

Uvas Brancas
Diz-se » char-dô-nêe
É provavelmente a mais conhecida das castas no mundo. Produz vinhos secos muito variados, desde vinhos ligeiros com aromas e sabores a maçã fresca (nos climas frescos), a vinhos mais encorpados e amanteigados (nas regiões mais quentes). A casta Chardonnay é plantada em todo o globo e é utilizada em muitos dos vinhos clássicos mundiais, como por exemplo o Chablis e o Champagne, de França. Nos países do Novo Mundo, na maioria das vezes, o Chardonnay tem um carácter mais acentuado a fruta tropical e é mais encorpado. Para além disso, no Novo Mundo, são raras as vezes em que este seu carácter não é complementado por uma utilização regular de madeira de carvalho.

Diz-se » Çô-vi-nhôn-blon
Geralmente descrita como tendo um aroma e sabor a fruta verde fresca, esta casta produz vinhos muito frutados, de corpo ligeiro a médio, com uma acidez crocante e refrescante. Os Sauvignon Blanc da Nova Zelândia, os Sancerre e os Pouilly Fumé de França, são vinhos populares feitos a partir desta casta. Na
Califórnia é produzido um Sauvignon Blanc com madeira conhecido como Fumé Blanc.

Diz-se » Rizz-ling
A casta Riesling produz vinhos que vão desde o muito seco até ao deliciosamente doce, mas, sobretudo, serão vinhos aromáticos e terão um nível elevado de acidez. Podem ter aroma mineral, a pêssego ou petróleo, com sabores que vão da maçã verde fresca até ao alperce seco. A Riesling é a casta clássica da Alemanha, produzindo alguns dos melhores vinhos doces do mundo. Na Alsacia, França, produzem-se estilos secos. No Novo Mundo, a Austrália está a produzir alguns vinhos merecedores de destaque.

Uvas Tintas 
Diz-se » Cá-brr-nêe Çô-vi-nhôn
Amplamente cultivada em todo o mundo, a Cabernet Sauvignon produz vinhos com aromas e sabores a cassis, contemplando, frequentemente, taninos firmes. O estilo pode variar entre os exemplos de corpo médio e os mais encorpados. Devido à sua poderosa presença, a casta Cabernet Sauvignon utiliza-se
frequentemente em combinações com outras castas, como a Merlot, em Bordéus, onde o vinho tinto é também conhecido como ‘Claret’. É muito cultivada na Califórnia e também na Austrália, onde é frequentemente usada em combinação com a casta Shiraz, a qual dá ao vinho uma riqueza extra e um carácter especiado. Muitos dos vinhos feitos a partir da casta Cabernet Sauvignon necessitam de estagiar antes de estarem prontos a beber.

Diz-se » Mér-lô
É uma alternativa popular ao Cabernet Sauvignon, mostrando-se mais suave e frutada. A casta Merlot tem um rico sabor a ameixas e frutos de bago, com uma refrescante acidez e taninos suaves a médios.
St Emilion é uma denominação de origem de vinhos de Bordéus cuja composição se baseia na casta Merlot. No Novo Mundo, o Chile produz exemplares intensos e frutados, de excelente relação preço/qualidade. A casta Merlot pode ganhar uma riqueza extra se estagiar em madeira.

Diz-se » Pi-nô Nuare
Este vinho, quando novo, pode ter sabores de frutas de verão, como framboesas e cerejas. No entanto, com a idade, esses aromas vão-se transformando em aromas vegetais. Os vinhos de Pinot Noir são mais ligeiros em cor e corpo que os Cabernet Sauvignon, mas podem envelhecer bem. A Pinot Noir é a casta
utilizada nos tintos da Borgonha. A Pinot Noir pode também ser usada no Champagne. No Novo Mundo, a Nova Zelândia produz vinhos desta casta com bastante classe.

Diz-se » Ci-rá / Chirá-zz
Esta casta produz vinhos ricos, poderosos e apimentados. São vinhos de cor profunda e com capacidade para envelhecer. Na região do Rhône, em França, esta casta é usada para produzir os vinhos da denominação Hermitage e da denominação Côte Rôtie. Na Austrália pode dar vinhos encorpados, cálidos e especiados, com sabores a frutos negros e frequentemente com aromas a baunilha e sabores especiados.

Outros Vinhos Populares
Além das sete castas nobres listadas anteriormente, existem outros vinhos que você encontrará com frequência.

Pinot Grigio é uma casta cultivada na Itália e que dá vinhos de corpo ligeiro, frutados e com acidez moderada.

Muscadet é cultivado em França e produz vinhos com um paladar ligeiro e refrescante, excelentes para harmonizar com peixes e mariscos.

Sauternes é um estilo de vinho feito em Bordéus. É um vinho doce com sabores de fruta e mel, mas equilibrado pela acidez que possui.

Chateauneuf du Pape, de França, é um vinho tinto encorpado, que mostra fruta vermelha e sabores especiados.

Rioja, de Espanha, é um vinho de corpo médio a muito encorpado, que mostra frequentemente sabores especiados provenientes da madeira.

Chianti, de Itália, é um tinto de corpo médio, frutado, com alta acidez e que harmoniza bem com uma parte da gastronomia italiana.


Beaujolais é um vinho tinto da Borgonha, sem madeira, de corpo ligeiro, fresco e frutado.

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