sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Conhecer as castas brancas - Síria; Terrantez; Trajadura; Verdelho; Vinhas Velhas e Viosinho

BY Estado Liquido - Wines & Spirits IN , No comments


A casta Síria é cultivada nas regiões do interior de Portugal. Já foi a casta branca mais plantada na região alentejana, onde é denominada Roupeiro, contudo, verificou-se que as temperaturas demasiado elevadas do Alentejo não eram benéficas para esta casta: os vinhos não tinham frescura, boa acidez e perdiam os aromas rapidamente.

Assim, desenvolveu-se o cultivo da Síria nas terras mais altas e frescas da Beira Interior (nomeadamente na zona de Castelo Rodrigo) e Dão (onde a casta é conhecida por Alvadurão, Côdega ou Crato Branco). A Síria é uma casta muito produtiva de cachos e bagos pequenos. Apesar de ser bem resistente ao oídio e ao míldio é bastante sensível à podridão. Os vinhos produzidos com esta casta são delicados, frescos e elegantes.









A casta Terrantez é originária do Dão, onde é conhecida como Folgasão. É também cultivada nos Açores, nomeadamente na zona do Pico e Biscoitos e na Madeira, onde é considerada uma casta nobre para a produção de vinho generoso.
A Terrantez é uma casta rara e, neste momento, encontra-se quase extinta. Uma das razões para a sua extinção é a grande tendência que a Terrantez tem para a podridão (muitas vezes não resiste até à época da vindima). Os cachos da Terrantez são pequenos, compactos e constituídos por bagos pequenos de cor verde-amarelada. Os vinhos produzidos pela Terrantez são bastante perfumados, encorpados e de sabor persistente.


















A casta Trajadura é oriunda da região dos Vinhos Verdes, particularmente da sub-região de Monção, apesar de ter alguma expressão na Galiza (Espanha). Rapidamente foi difundida para as outras sub-regiões, sendo cultivada em quase toda a região dos Vinhos Verdes. A casta Trajadura apresenta uma boa produção. Os seus cachos são muito compactos e de tamanho médio, compostos por bagos verde-amarelados de grandes dimensões. Os vinhos produzidos com a casta Trajadura apresentam aromas pouco intensos e normalmente, são um pouco desequilibrados. É comum lotar a casta Trajadura com a casta Loureiro ou, por vezes, com a Alvarinho (castas da mesma região e mais aromáticas), para atribuir maior grau alcoólico e melhor equilíbrio aos vinhos.


A casta Verdelho ficou famosa por ser uma das castas utilizadas na produção do vinho generoso da Madeira. Depois da época da filoxera, o seu cultivo decresceu na ilha, no entanto ainda hoje continua a ser utilizada na produção de vinhos de mesa e generosos. A casta Verdelho é também cultivada nos Açores. Ultimamente, a casta Verdelho tem sido utilizada na produção de vinhos Australianos. Os vinhos produzidos com Verdelho são bastante aromáticos, equilibrados. Os vinhos da Madeira elaborados a partir da casta Verdelho são meio secos e de aromas delicados. A casta Verdelho apresenta cachos pequenos e compactos compostos por bagos pequenos de cor verde amarelada.


Por norma utiliza-se o termo "Vinhas Velhas" para designar um conjunto de castas com muitos anos de vida (geralmente idades superiores a 60/70 anos).
Antigamente não era habitual utilizar a plantação separada por castas. As castas eram plantadas misturadas pois, uma vez que era raro uma doença atacar todas as estirpes ao mesmo tempo, protegia-se a produção desta forma. Era normal existir mais de 35 variedades plantadas no mesmo lote de terreno.
Com o passar dos anos certas castas foram deixando de ser plantadas em detrimento de outras que, segundo o critério de cada viticultor, tinham melhores atributos.Hoje em dia muitas vezes não é possível identificar todas as castas que compõem um talhão de "Vinhas Velhas", mas todas as "Vinhas Velhas" têm em comum as baixas produções por hectare e uma maior concentração de todos os componentes na uva.


A casta Viosinho é apenas cultivada nas regiões do Douro e de Trás-os-Montes, onde já é utilizada desde o século XIX. É uma casta de boa qualidade e indicada para a produção de vinho tranquilo e de vinho do Porto, todavia apresenta uma produção fraca e por isso é pouco cultivada. A Viosinho apresenta cachos e bagos pequenos de maturação precoce e bastante sensíveis à podridão. Esta casta desenvolve-se melhor em solos pouco secos. A casta produz vinhos bem estruturados, frescos e de aromas florais complexos. Normalmente são também alcoólicos e capazes de permanecer em garrafa durante alguns anos.

Casta vigorosa, mostrando-se fértil mesmo podada em talão. Sensível à podridão, principalmente quando instalada em terrenos de aluvião. O bago tende a engelhar com a carência hídrica, não chegando, por vezes, a atingir a plena maturação. Produz vinhos com um teor alcoólico relativamente elevado, equilibrados e harmoniosos.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Conhecer as castas brancas - Malvasia Fina; Marsanne; Moscatel; Rabo de Ovelha; Roussanne e Sauvignon Blanc

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A Malvasina Fina é essencialmente plantada no interior do norte de Portugal, na região do Douro e na sub-região Távora-Varosa. Contudo, é também cultivada na zona de Portalegre (onde se denomina Arinto Galego), Dão (onde é conhecida por Assario Branco) e na Madeira (onde adquire o nome de Boal).
É uma casta que não tolera temperaturas muito altas, por isso é necessário estudar a época ideal para realizar a vindima de modo a evitar a deterioração dos bagos. É particularmente sensível à podridão e a algumas doenças e pragas da vinha, como oídio e o desavinho. A Malvasia Fina produz vinhos de acidez moderada e de aromas e sabores delicados e pouco complexos. Esta casta é de produção regular e constituída por cachos e bagos de tamanho médio.


Marsanne é uma variedade de uva branca, bastante produtiva e vigorosa, que se cultiva em França (Hermitage e Côtes-du-Rhône, Provenza), Suíça e Austrália (Victoria).
Produz vinhos de cor amarelo pálido quase esverdeado, com acidez moderada. A sua mineralidade (quer no nariz quer na boca) e o seu baixo grau alcool, tornam-na numa casta de lote ideal. Historicamente tem sido lotada com a casta Roussanne, baixando a viscosidade e acidez desta e imprimindo-lhe um paladar mais complexo.

Quando cultivada em climas mais frescos (como na sua casa ancestral - Hermitage), pode produzir vinhos brancos com grande capacidade de envelhecimento.







A casta Moscatel é originária do Médio Oriente e terá sido introduzida em terras nacionais na época do Império Romano. Sofreu muitas transformações ao longo dos séculos e hoje, existem três variedades da casta Moscatel em Portugal. A variedade Moscatel de Setúbal é a mais plantada em Portugal, e a sua produção concentra-se na Península de Setúbal, cujo clima ameno permite a maturação ideal dos bagos. Esta casta é imprescindível na elaboração do vinho generoso "Moscatel de Setúbal", contudo também é utilizada para enriquecer aromaticamente outros vinhos brancos da região, uma vez que é uma casta primária (marca o paladar e aroma dos vinhos).


A casta Rabo de Ovelha é cultivada na região do Douro, especialmente na zona do Douro Superior. É plantada em pequenas quantidades na região dos Vinhos Verdes sob o nome de Rabigato e nas zonas vitícolas do sul do país (Estremadura, Ribatejo e Alentejo) onde é mais divulgada.
A casta Rabo de Ovelha apresenta cachos médios e bagos pequenos de cor verde amarelada. É uma casta muito sensível ao oídio e ao míldio. O vinho elaborado a partir desta casta é mais utilizado para produzir vinhos de lote. As principais qualidades da casta Rabo de Ovelha nos vinhos são o alto teor alcoólico, boa longevidade e elevada acidez. Os vinhos que incluem esta casta na sua composição apresentam aromas discretos, com notas florais, vegetais e até minerais.

Embora niguém tenha a certeza absoluta da origem desta casta, o mais provavél é que seja nativa do vale do Rhône onde é usada tradicionalmente como uma casta de lote.


Roussanne é uma variedade de uva branca cultivada em França (Vale do Rhône, Sabóia), na Itália, Austrália e na Califórnia. Produz vinhos de guarda muito finos.
No Sul do vale do Rhône é uma das seis castas permitidas em Châteauneuf-du-Pape, e muitas vezes é lotada com a Grenache Blanc, fazendo sobresair as notas de mel e pêra da Roussanne. No Norte do vale do Rhône é normalmente lotada com a Marsanne nas denominações Hermitage, Crozes-Hermitage e Saint Joseph trazendo acidez, mineralidade e complexidade aos vinhos.
A casta Roussanne também é encontrada na região de Saboia (onde é conhecida como Bergeron), e na Australia, Italia e Estados Unidos.




De película verde, a uva Sauvignon é originária da região de Bordeaux, em França. É hoje plantada em muitas das regiões vinícolas mundiais, produzindo vinhos monovarietais atrevidos e frescos. Esta casta é também muito utilizada em vinhos de sobremesa como os Sauternes.
Dependendo do clima, o sabor pode variar de um vegetal agressivo a um tropical adocicado.
Juntamente com os vinhos da casta Riesling, os vinhos monovarietais Sauvignon Blanc foram dos primeiros vinhos serem engarrafados com o tipo de vedação "screwcap" em quantidades comerciais, especialmente pelos produtores da Nova Zelândia.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Estado Liquido deseja um bom Natal a todos

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Passatempo Estado Liquido e Gin Botanic - Concorra e ganhe já um conjunto

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Conhecer as castas brancas - Cercial; Chardonnay; Códega do Larinho; Encruzado; Fernão Pires; Gouveio e Loureiro

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                                                                   CASTA CERCIAL
A casta Cercial é cultivada em diferentes regiões vitícolas. De acordo com a região pode adoptar diferentes grafias e apresentar características ligeiramente diferentes. São conhecidas a Cercial do Douro e do Dão, a Cerceal da Bairrada e a Sercial da Madeira, também denominada de Esgana Cão no Douro.

As principais características das variedades da Cercial são a elevada produção e boa acidez. Esta casta produz o famoso vinho generoso Sercial da Madeira, um vinho seco que depois de envelhecer adquire características excepcionais. Os vinhos monovarietais desta casta são geralmente um pouco desequilibrados, por isso é costume lotar a Cercial com outras castas como a Bical, Fernão Pires ou Malvasia Fina. Nestes vinhos, a característica herdada da Cercial são a acidez elevada e os aromas delicados.

                                                             CASTA CHARDONNAY

A casta Chardonnay encontra-se é vinificada em praticamente todo o mundo vinícola. Estas uvas de películas verdes são usadas para produzir vinho branco. Acredita-se que esta casta tem origem na região francesa da Borgonha. O mosto resultante desta casta adquire muitas das características do "terroir" onde é plantada e do tipo de maturação a que é sujeito. É também uma casta muito utilizada em vinhos espumosos incluindo o Champagne. É uma das castas mais plantadas a nível mundial.

Casta de produtividade média, sensível ao míldio e pouco sensível ao oídio. Os cachos são grandes e compactos, com bago de tamanho médio, arredondado, de cor amarelada, com película medianamente espessa, polpa suculenta e de sabor particular. É uma casta de maturação média, os mostos possuem um potencial alcoólico médio e uma acidez baixa.
Produz vinhos de cor citrina com aromas bastante complexos, frutado intenso (frutos tropicais) e floral. Na boca mostra algum défice em frescura (pouco ácido), compensado com um excelente perfil aromático e grande persistência.

                                                               CASTA ENCRUZADO

O cultivo da casta Encruzado é praticamente exclusivo da zona do Dão, sendo provavelmente a melhor casta branca plantada na região. É utilizada na produção da maioria dos vinhos brancos através de vinhos de lote ou de vinhos monovarietais.
A casta Encruzado tem uma boa produção e é bastante equilibrada em açúcar e acidez. Por outro lado, é muito sensível à podridão e a condições climatéricas desfavoráveis (chuva e vento).
Os vinhos compostos por esta casta são muito aromáticos e de sabor acentuado. Apresentam uma longevidade fora do comum, uma vez que podem conservar-se em garrafa durante muitos anos.

                                                             CASTA FERNÃO PIRES

A Fernão Pires é uma das castas brancas mais plantadas em Portugal. É mais cultivada nas zonas do centro e sul, especialmente na zona da Bairrada (onde é conhecida por Maria Gomes), Estremadura, Ribatejo e Setúbal.
A casta Fernão Pires tem uma maturação muito precoce, por isso é uma das primeiras castas portuguesas a ser vindimada. Além disso, sendo muito sensível às geadas, desenvolve-se melhor em solos férteis de clima temperado ou quente. Esta casta possui um bom teor alcoólico e uma acidez baixa ou média, por isso os vinhos produzidos ou misturados com esta casta têm intensos aromas florais.

                                                                  CASTA GOUVEIO

A casta Gouveio é cultivada na região do Douro, onde é também conhecida por Verdelho, por isso é muitas vezes confundida com a casta Verdelho cultivada nos Açores e Madeira.É uma casta com bom amadurecimento e de boa produção. Apresenta cachos médios e compactos que produzem uvas pequenas de cor verde-amarelada.Os vinhos produzidos com Gouveio apresentam um excelente equilíbrio entre acidez e açúcar, caracterizando-se pela sua elevada graduação, boa estrutura e aromas intensos. Além disso, são vinhos que possuem excelentes condições para envelhecimento em garrafa.

                                                                 CASTA LOUREIRO


A casta Loureiro existe em quase toda a região dos Vinhos Verdes, mas é originária do vale do rio Lima. É uma casta muito produtiva e fértil, mas só recentemente foi considerada uma casta nobre. Os cachos são grandes e não muito compactos, enquanto os bagos são médios e de cor amarelada ou esverdeada. A casta Loureiro produz vinhos de elevada acidez e com aromas florais e frutados muito acentuados. Apesar de produzir vinhos "monovarietais" (uma só casta) é frequentemente utilizada em vinhos de lote (mistura de castas), onde é normalmente combinada com as castas Trajadura e Arinto.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Jancis Robinson destaca vinhos tintos nacionais com a melhor pontuação

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Elogiada qualidade dos tintos nacionais com média de 16,5 pontos, na escala de 20, atribuída a colheitas entre 1999 e 2012. 

Os vinhos tintos portugueses lideram a escolha de Jancis Robinson, obtendo a pontuação média de 16,5 pontos, numa escala de 20. São vinhos de colheitas entre 1999 e 2012, que posicionam Portugal no primeiro lugar, à frente dos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, França, Espanha e Itália. 

A pontuação resulta da avaliação efectuada às colheitas de 1999 até 2012. Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, afirma que "aquele resultado vem confirmar a consistência de qualidade dos vinhos portugueses, demonstrando que hoje Portugal está a consolidar a sua imagem como país de Grandes Vinhos. 

Neste sentido o enaltecimento da Jancis Robison, prestigiada crítica de vinho com reconhecimento internacional, que avaliou os vinhos portugueses a par com vinhos de países produtores do novo e do velho mundo vitícola internacional, constitui um enorme estimulo ao trabalho desenvolvido pelos nossos enólogos e uma confirmação que estamos no caminho certo." Esta informação é divulgada no artigo de Jancis Robinson, em co-autoria com Valentina Romei, publicado no "Financial Times", jornal económico inglês de referência, no qual Jancis colabora e é colunista. 

No painel dos vinhos brancos são enaltecidos outros países produtores de vinho, nomeadamente Áustria, França, Nova Zelândia e Itália. O sector do vinho e o enquadramento mundial é outro tema analisado no artigo, sendo revelado que nunca se consumiu tanto vinho como agora e esta tendência é liderada pelos EUA, China e Rússia. Os jovens são os maiores consumidores entusiastas nos EUA: integram clubes de vinho, participam em cursos de vinho e procuram o turismo de vinho e wine bars. 

O vinho está na moda tanto na China (o 5º maior produtor internacional e consumidor de vinho) e na Ásia, como na Rússia, e está associado à sofisticação e a um espirito fortemente moderno e ocidental.

in:Wines of Portugal

Conhecer as castas brancas - Alvarinho; Antão Vaz; Arinto; Avesso; Azal e Bical

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A casta Alvarinho é uma das mais notáveis castas brancas portuguesas. É uma casta muito antiga e de baixa produção que é sobretudo plantada na zona de Monção e Melgaço (região dos Vinhos Verdes). Pode adquirir duas formas distintas: cacho pequeno, pouco compacto e bagos pequenos e dourados ou cacho médio e de bagos maiores que permanecem esverdeados quando maduros. Esta casta é responsável pelo sucesso dos primeiros vinhos portugueses "monovarietais" (uma só casta), pois em Portugal os vinhos de lote (mistura de várias castas) são mais comuns. A casta Alvarinho produz vinhos bastante aromáticos e que atingem graduações alcoólicas elevadas conservando uma acidez muito equilibrada.

                                                               CASTA ANTÃO VAZ
A casta Antão Vaz é umas das castas mais importantes da zona do Alentejo. Oriunda da Vidigueira, no 
sul alentejano, é bastante resistente à seca e às doenças. Apresenta cachos de tamanho médio com bagos pequenos e uniformes que são de cor verde amarelada e que no fim da maturação passam a ser de cor amarela. Os vinhos produzidos por esta casta são bastante aromáticos (predominam os aromas a frutos tropicais) e têm, geralmente, cor citrina.

                                                                   CASTA ARINTO


A Arinto é uma casta muito versátil, por isso é cultivada em quase todas as regiões vinícolas. 
Na região dos Vinhos Verdes é conhecida por Pedernã. Contudo, é na região de Bucelas 
que esta casta ganha notoriedade, sendo considerada a casta "rainha" da região. O cacho 
da casta Arinto é grande, compacto e composto por bagos pequenos ou médios de cor 
amarelada. Esta casta é frequentemente utilizada na produção de vinhos de lote (mais do 
que uma casta) e também de vinho espumante. Na região de Bucelas, produz vinhos 
monovarietais (uma só casta) de elevada acidez, cor citrina e marcadamente florais e 
frutados (quando jovens).
       
                                                                   CASTA AVESSO

A casta Avesso é cultivada na região dos Vinhos Verdes, contudo a sua plantação 
concentra-se próxima da região do Douro, especificamente nas sub-regiões de Baião, 
Resende e Cinfães. Aí, encontra as condições favoráveis para se desenvolver, uma vez que 
prefere solos mais secos e menos férteis do que aqueles que habitualmente existem em outras 
zonas da região dos Vinhos Verdes. Os cachos da casta Avesso são de tamanho médio e os 
seus bagos são grandes e verde-amarelados. Esta casta origina vinhos aromáticos, bastante 
saborosos e harmoniosos. As qualidades da casta Avesso são verdadeiramente apreciadas 
quando as condições de maturação permitem elaborar vinhos com, pelo menos, 11% de 
álcool.

                                                             CASTA AZAL BRANCO

A casta Azal Branco é uma casta de qualidade cultivada na região dos Vinhos Verdes, 
principalmente nas sub-regiões de Penafiel, Amarante e Basto. No início do século XX, 
era principal casta para a produção do vinho branco da região. Os cachos da Azal Branco 
são de tamanho médio e constituídos por bagos grandes de disposição compacta. É uma casta 
muito produtiva, de maturação tardia e os seus bagos apresentam uma cor esverdeada mesmo 
no final de maturação. Os vinhos que possuem a casta Azal Branco na sua composição 
apresentam aromas frutados pouco intensos. São vinhos bastante acidulados, por isso são 
raros os monovarietais de Azal Branco.

                                                                    CASTA BICAL

A casta Bical é típica da região das Beiras, nomeadamente da zona da Bairrada e do Dão 
(onde se denomina "Borrado das Moscas", devido às pequenas manchas castanhas que 
surgem nos bagos maduros).Aquando da época da revolução tecnológica na Bairrada, nos anos 
80, foi possível conhecer todas as qualidades da casta Bical. Assim, a par da casta Maria Gomes, 
Bical é uma das mais importantes castas da região. Esta casta é de maturação precoce, por isso 
os seus bagos conservam bastante acidez. É muito resistente à podridão, contudo particularmente 
sensível ao oídio.Os vinhos produzidos com esta casta são muito aromáticos, frescos e bem 
estruturados. Na Bairrada a casta Bical é muito utilizada na produção de espumante.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Conhecer as castas portuguesas

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A existência no nosso país de um número significativo de sinónimos utilizados para uma mesma casta, fruto de tradições culturais de expressão regional, justifica a adaptação de uma nomenclatura oficial, compatível com o Código Internacional de Nomenclatura Botânica, o Código Internacional de Nomenclatura de Plantas Cultivadas, o Código de Propriedade Industrial e, ainda, com o regime jurídico de protecção das denominações de origem e das indicações geográficas vitivinícolas.

Conhecer as castas nacionais. Primeiro começamos por conhecer algumas.

Castas Nacionais 
Brancas
Alvarinho - Antão Vaz - Arinto - Avesso - Azal - Bical - Cercial - Encruzado - Fernão Pires - Gouveio - Loureiro - Malvasia Fina - Moscatel - Rabo de Ovelha - Síria - Terrantez - Trajadura - Verdelho - Viosinho. 

Tintas 
Alfrocheiro - Aragonez - Baga - Castelão - Espadeiro - Jaen - Moreto - Moscatel Galego Roxo - Ramisco - Rufete - Tinta Barroca - Tinta Caiada - Tinta Negra mole - Tinto Cão - Touriga Franca - Touriga Nacional - Trincadeira - Vinhão.

Iremos então agora descrever as principais características de cada uma.


Continua...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Uma prenda diferente para este Natal - Conjunto de Gin

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Este ano surpreenda e ofereça uma prenda diferente...Um Gin diferente...

O gin de nome NAO diferencia-se por ser envelhecido em barricas de vinho do Porto, conferindo-lhe, “a alma portuguesa”. O gin é destilado em Inglaterra,onde estão as melhores destilarias e mais tarde engarrafado em Portugal, depois de um estágio de quatro meses em barricas de vinho do Porto. Chamaram-lhe NAO, um trocadilho com ‘nau’, navios que eram muito usados pelos portugueses na época dos Descobrimentos.

Este conjunto é composto por uma garrafa de Gin NAO, dois copos de gin, uma colher misturadora, um doseador e especiarias: vagem de baunilha e casca de laranja desidratada. Este é o 1º gin português que estagia em barricas de vinho do Porto. Perfect Serve: os perfect serve são casca de toranja e vagem de baunilha ou casca de laranja e 3 grãos de café.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O que faz os vinhos serem diferentes?

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CLIMA
Para compreender o que faz os vinhos serem diferentes, primeiro você precisa ver como as uvas amadurecem. É importante, como em qualquer outra fruta, que a vinha tenha disponível suficiente luz solar para amadurecer. Se a uva não tiver suficiente luz solar, permanecerá verde e dura e terá um sabor demasiado ácido e amargo. Se as uvas receberem suficiente luz solar, os ácidos amargos nas uvas vão se transformar em açúcar, as peles amadurecem e, no caso das uvas tintas, tornam-se vermelhas primeiro e púrpura profundo depois. 

Muito sol fará com que toda a acidez da uva se transforme em açúcar e o vinho produzido pareça apagado e desequilibrado. Pouco sol fará com que o vinho pareça delgado e amargo. O sucesso de um vinho dependerá do correcto equilíbrio entre chuva, luz solar e temperatura. Um dos factores mais importantes na determinação do estilo final do vinho é onde são cultivadas as uvas e qual o clima dessa região. 

Conhecer o clima de uma região irá dar-nos uma ideia das temperaturas e das condições meteorológicas de que vamos dispor para a produção de vinho e, consequentemente, uma ideia geral de qual será o seu estilo. 

Clima Fresco
Os exemplos incluem as regiões do Norte de França, Alemanha e Nova Zelândia.
As regiões de clima fresco darão vinhos que são:
• Principalmente brancos
• De elevada acidez
• De menor teor alcoólico
• De sabor refrescante

Clima Quente
Os exemplos incluem regiões no Sul de França, Espanha e Austrália. As regiões de clima quente darão vinhos que são:
• Principalmente tintos, devido ao facto de as uvas tintas necessitarem de mais calor para amadurecerem
• De elevado teor alcoólico
• Ricos em sabor

Relacionados:

Introdução ao Vinho - Castas

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Ganhe 1 conjunto de Gin Mare - Passatempo de Natal do Estado Liquido

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Passatempo de Natal - Ganhe 1 conjunto de Gin Mare 'Gin Mediterrânico' - 

Seja original e ganhe este Natal um conjunto de Gin Mare com 1 copo.

Partilhe o post que está no nosso Facebook no mural do seu facebook e deixe uma mensagem com as palavras “natal e gin” no facebook do Estado Liquido.

Na terça-feira dia 17 será escolhida a mensagem vencedora do prémio.

Como fazer uma carta de vinhos - Para principiantes

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Carta de Vinhos

Pode usar uma carta impressa ou ter a sua lista detalhada num quadro. Sobre cada vinho, é essencial incluir toda informação relevante. Para cada vinho você deverá indicar a casta, o produtor, a região e a colheita. Também é importante indicar o preço por garrafa ou copo e, neste caso, qual o tamanho do copo em que será servido. Deve certificar-se que a carta/lista seja precisa e esteja actualizada - Assegure-se de verificar junto dos responsáveis se há alguma alteração especial que você deva conhecer.

Se alguns vinhos da carta não estão disponíveis, é sempre melhor avisar o cliente antes de ele fazer a escolha. Caso contrário, o serviço vai atrasar-se porque o cliente tem de voltar a escolher.

Também deve antecipadamente pedir conselhos aos responsáveis sobre as alternativas disponíveis para os vinhos que estão em ruptura. Verifique sempre que as cartas impressas não estejam estragadas e se apresentem limpas. Verifique que as cartas de vinhos escritas em quadros estejam ordenadas e não contenham erros. Se alguns itens foram apagados, peça para voltar a escrever a lista ordenadamente.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Prova de Vinhos da Herdade da Malhadinha no Estado Liquido

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Amanhã (sexta-feira) todos os caminhos vão dar ao Estado Liquido e por excelentes motivos. Uma maravilhosa prova de vinhos da Herdade da Malhadinha é mais que motivo de presença.

Os vinhos da Malhadinha são reconhecidos pela sua elegância, aromas frutados e complexidade, reflexo do enorme respeito pela Natureza e de toda a paixão e dedicação com que são criados…


Alguns vinhos em Prova:
Malhadinha: http://bit.ly/1j0ra5J
Peceguina: http://bit.ly/Jbl6Hg


Podemos reservar um copo para si?

Harmonização entre Comida e Vinho - Final

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SABORES E TEXTURAS DO VINHO
Agora vamos analisar o carácter do vinho.

CORPO
Um vinho encorpado precisa de comida saborosa e consistente. Os tintos poderosos são geralmente a primeira escolha para pratos de caça e estufados de carne, sendo que o corpo do vinho é mais importante do que a sua cor. Um branco encorpado será sem dúvida uma melhor escolha do que um vinho tinto ligeiro. Vinhos tintos ou brancos de corpo ligeiro combinam com pratos delicados.

DOÇURA
Os vinhos secos vão parecer ásperos e amargos quando bebidos com qualquer prato que tenha um certo grau de doçura. Os vinhos doces necessitam de pratos que sejam similares ou mais suaves no grau de doçura. Vinhos doces e ricos, com bom nível de acidez, podem harmonizar bem com comidas ricas em gordura como os patês. Uma harmonização clássica é a de Sauternes com foie gras; ambos se afirmam pelo seu delicioso sabor, mas a acidez no vinho permitirá ao vinho manter-se vivo e acompanhar a gordura do prato. A doçura num vinho pode equilibrar o salgado de uma iguaria, como por exemplo, os queijos de pasta azul. Pense na combinação clássica de Vinho do Porto com queijo Stilton (ou queijo da Serra).

ACIDEZ
Os vinhos de acidez marcada são bons para acompanhar pratos gordurosos, pois a riqueza da comida diminui a percepção da acidez no vinho; se for muito suave, o vinho parecerá apagado. Vinhos com boa acidez e corpo podem ajudar a realçar pratos que utilizem natas nos seus ingredientes, tais como molhos e sobremesas à base de natas, mas, no caso das sobremesas, apenas se esses vinhos tiverem suficiente doçura.

TANINOS
Os taninos do vinho reagem com as proteínas. Pratos com alto conteúdo proteico, particularmente as carnes vermelhas, vão suavizar os efeitos dos taninos no palato. É por isso que vinhos de castas generosas em tanino, tais como a Cabernet Sauvignon ou a Syrah/Shiraz, acompanham bem carnes assadas e pratos estufados. Os taninos também reagem com as especiarias. Um vinho com muito taninos poderá fazer com que um prato picante pareça ainda mais forte. Os taninos em combinação com peixes gordos podem resultar num gosto metálico desagradável, pelo que a recomendação geral é a de evitar vinho tinto com peixe. No entanto, vinhos tintos com pouco tanino vão bem com peixes carnudos, como o atum. Os vinhos com alto conteúdo de taninos podem também parecer amargos com comidas marcadamente salgadas, o que significa que o vinho tinto que acompanhou bem o prato principal pode não ser a melhor escolha para os queijos que venham a ser servidos mais tarde.

SABOR E CARÁCTER FRUTADO
O sabor e o carácter marcadamente frutado de um vinho pode, às vezes, ser combinado com comida. O carácter floral e de uva fresca dos vinhos da casta Moscatel harmonizam com fruta; os sabores especiados da casta Gewurztraminer, com pratos picantes; os vinhos com madeira com pratos fumados, sendo que, quanto maior o fumado, maior a quantidade de madeira necessária no vinho. Quanto mais forte for o sabor do vinho, mais robusto deverá ser o sabor da comida.

Recapitulemos algumas regras gerais a seguir:
• O vinho deverá complementar, não dominar a comida
• Escolha o vinho tendo em conta o sabor dominante no prato
• Quanto mais fortes forem os sabores do prato, mais intensos deverão ser os sabores do vinho
• Comidas muito saborosas precisam de vinhos encorpados, comidas leves precisam de vinhos mais ligeiros.

Harmonização entre Comida e Vinho - Parte II

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Sabores chave na comida
Intensidade dos sabores
Os pratos de sabores fortes devem combinar-se com vinhos de igual intensidade no que diz respeito à concentração e aos sabores. Cogumelos selvagens de sabor forte vão precisar de um vinho bem mais robusto do que os pálidos e comerciais cogumelos de lata; um queijo Cheddar maduro ou um queijo da Serra precisarão de um vinho bem mais intenso e encorpado do que um queijo fresco.

ACIDEZ
Os pratos dominados por sabores acídulos ásperos, como limão, lima ou vinagre podem ser difíceis e requerem de alguns cuidados na harmonização. Pratos de natureza acídula requerem vinhos com elevada acidez. No caso do tomate, o qual tem elevada acidez natural, os vinhos italianos são uma boa escolha, já que foram pensados e produzidos para harmonizar com um tipo de cozinha dominada pelo uso do tomate.

DOÇURA
A doçura num prato pode fazer com que o vinho pareça mais seco. Os vinhos doces devem ser sempre mais doces do que a sobremesa que vão acompanhar. Se você tem um saboroso prato que é acompanhado de um molho de frutas ou de molho doce, é importante que o vinho tenha também boa fruta para harmonizar.

SALGADO
Pratos salgados, como as azeitonas, ostras ou outros mariscos, combinam melhor com vinhos brancos refrescantes, secos e de corpo ligeiro, tais como Muscadet, Chablis e Jerez/Sherry Fino. É melhor evitar vinhos tintos, pois os taninos entram em conflito com as iguarias salgadas, fazendo com que o vinho pareça amargo.

ESPECIARIAS
Especiarias picantes, como por exemplo piri-piri, reduzem a doçura nos vinhos e podem fazer com que os vinhos tintos secos pareçam mais adstringentes. As especiarias podem também acentuar os sabores da madeira. Uma boa combinação para pratos especiados são os vinhos produzidos a partir de uvas muito maduras e sumarentas, preferencialmente sem madeira ou apenas com um ligeiro toque de madeira. Vinhos como o Sauvignon Blanc da Nova Zelândia podem funcionar bem com pratos especiados, como também pode um Merlot Chileno maduro e um Riesling Australiano.

FUMADO
Os pratos fumados precisam de vinhos com carácter suficiente para fazer frente à intensidade do fumado. O salmão ligeiramente fumado é um companheiro clássico do Champagne Bruto. Carnes fumadas, tipo porco, podem beneficiar de uma ligeira doçura no vinho, como a que se encontra em alguns Rieslings Alemães. Os sabores fumados do churrasco casam bem com vinhos poderosos como o Shiraz Australiano.

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Harmonização entre Comida e Vinho - Parte I

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Harmonização entre Comida e Vinho
Existem motivos pelos quais alguns vinhos funcionam melhor que outros com a comida. Há alguns princípios básicos que podem ser seguidos no que diz respeito às harmonizações entre comida e vinho.

Em termos gerais, o peixe precisará de um tipo de vinho diferente do que, por exemplo, um bolo de chocolate. As carnes brancas são geralmente melhores com vinho branco do que com vinho tinto. No entanto, você não poderá escolher o tipo de vinho que vai beber tendo apenas em conta a proteína principal do prato, já que outros factores entram também em jogo. Não existe uma escolha única do que se deve beber com determinado prato mas, definitivamente, algumas escolhas são melhores do que outras. Você deverá analisar os elementos básicos do sabor, tanto no vinho como na comida. O princípio é tentar equilibrar estes elementos para que, nem a comida nem o vinho, se sobreponham.

Sabores e texturas da comida
Formas de cozinhar
A forma como os alimentos foram cozinhados pode determinar que o mesmo ingrediente principal venha a precisar de um estilo de vinho diferente. Se um prato for cozinhado de forma suave e húmida, como por exemplo ao vapor, escalfado ou cozido em água, vai necessitar de um vinho com menos corpo do que se for feito no churrasco, grelhado ou assado. Nestes últimos casos, o prato irá necessitar de vinhos mais encorpados e robustos, pois estes métodos de confecção adicionam sabores à comida. Os pratos cozinhados com recurso a uma fritura rápida, como por exemplo na frigideira, na panela (refogado) ou na fritadeira, necessitam de vinhos mais ligeiros, com boa acidez, já que estes métodos aumentam o conteúdo de gordura do prato. Um prato cozinhado lentamente, que tenha sido guisado ou estufado, será mais pesado e suculento, pelo que necessitará de vinhos mais encorpados, pois os sabores do prato são intensificados por estes métodos de confecção.

Temperatura de serviço
A temperatura da comida também pode ser importante na altura de escolher o vinho. Um prato frio vai necessitar de um vinho mais ligeiro, que possa ser refrescado. No entanto, isto não implica apenas vinhos brancos - poderão ser usados vinhos rosés e vinhos tintos que se possam servir frescos, como por exemplo um ligeiro e frutado tinto, tipo Beaujolais.

Temperos
Quanto mais forte for o sabor dos temperos usados no prato, mais forte terá que ser o sabor e o corpo do vinho para que possa estar em equilíbrio com a comida. Imagine um prato de peito de frango confeccionado ao vapor. Servido desta maneira, necessitará de um vinho seco, de corpo ligeiro e suficientemente neutro. Mas, se este mesmo prato for temperado com piri-piri, alho ou qualquer outro condimento forte, o seu carácter mudará e você iria precisar de um vinho com mais sabor e mais corpo para poder suportar o tempero. Neste caso, se o tal vinho neutro fosse servido, iria mostrar-se apagado.

Acompanhamentos
O seu prato pode ter sido cozinhado de maneira simples, mas poderá ir acompanhado de vegetais saborosos ou de qualquer outra guarnição de sabor intenso. Se pensar na ementa tradicional de Natal, o peru assado até tem um sabor bastante suave. São os sabores fortes do recheio e dos acompanhamentos que vão influenciar a escolha do vinho. Faça sempre a harmonização tendo em conta o sabor mais forte do prato, o qual, na maioria dos casos, é o molho que o acompanha.

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Aprender mais sobre vinhos - Copos para vinho

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Existe um enorme leque de formas e tamanhos de copos para o serviço de vinho, cada um desenhado para realçar as características particulares de cada vinho. O uso do copo correcto potenciará a sua experiência. A maioria dos restaurantes e bares têm poucos tipos de copos. É importante que você saiba qual é o copo correcto a usar.

Vinho Tinto
O melhor é servir os vinhos tintos em copos de maior dimensão. Isto permitirá que o ar entre em contacto com uma maior superfície do vinho e que se desenvolvam os aromas e sabores. Os aromas ficam mais fáceis de sentir ao agitar o vinho (ver artigo de como provar vinhos).

Vinho branco e rosé
Os vinhos brancos requerem copos de tamanho médio para que as características da frescura e da fruta sejam concentradas e direccionadas para o topo/boca do copo.

Vinhos espumantes
Os vinhos espumantes são servidos em “flutes” (taças alongadas). Este formato potência o efeito das borbulhas (e, como tal, o aroma do vinho) permitindo que façam um longo percurso pelo vinho antes de rebentarem no topo do copo. Por este motivo, os copos em forma de taça larga e aberta são inapropriados, pois as borbulhas perdem-se rapidamente.

Vinhos Fortificados
Os vinhos fortificados devem ser servidos em copos menores para dar ênfase às características da fruta e não ao álcool.

A Preparação dos Copos
É de fundamental importância ter os copos limpos. Uma pequena mancha pode arruinar o sabor do vinho. Isto também se aplica aos copos “limpos”, acabados de sair da máquina de lavar a louça. Vale a pena verificar os copos para certificar-se de que não ficaram com resíduos de detergente ou sal, o que poderia dar um sabor estranho ao vinho. No caso do espumante, isto fará com que o vinho perca as borbulhas mais rapidamente. A melhor maneira de preparar os copos é poli-los antes de cada serviço. Isto vai garantir que estejam impecáveis, livres de marcas de dedos e de pó.

Panos
Para polir os copos, o melhor é utilizar panos próprios para copos, que não larguem pêlo.

Como servir o vinho - A Preparação do Vinho

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Vejamos a preparação dos vinhos que precisam de ser refrescados. Os vinhos brancos, os rosés e os vinhos espumantes precisam ser refrescados antes do serviço.
Lembre-se que, nos vinhos brancos, um excessivo refrescamento poderá ocultar sabores.

Os vinhos tintos também devem ser preparados e devem estar disponíveis à temperatura correcta. Isto pode significar tirá-los antecipadamente de uma cave, onde estão muito frios ou, ao contrário, proceder a um ligeiro refrescamento antes do serviço.
Lembre-se que a temperatura ambiente varia conforme a época do ano, o aquecimento ou o ar condicionado. Tenha cuidado para que os tintos não fiquem nem demasiado quentes nem demasiado frios.