terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Conhecer as castas Tintas - Bastardo; Bonarda; Borraçal; Castelão; Espadeiro e Jaen

BY Estado Liquido - Wines & Spirits IN , , 2 comments



Bastardo
Casta tinta europeia, é cultivada em todo o país, com maior expansão da DOP Douro, também existe na Austrália, África do sul, Califórnia, Espanha, França e Argentina. É uma casta de maturação precoce que se adapta bem a todos os sistemas de condução (embora possa produzir melhor com o de guyot), bem como aos porta-enxertos habituais; é uma casta rústica com boa adaptação regional que prefere solos profundos, secos e quentes com disponibilidade de água, podendo ser recomendável a vindima mecânica em situação de reduzidas temperaturas. Embora não apresentando potencial para a elaboração de vinhos elementares, o seu aroma é muito característico, lembrando frutos e bagas silvestres quando jovem, evoluindo para composições aromáticas mais complexas; ao longo do envelhecimento, os vinhos ganham aromas mais complexos e profundos, podendo até surgir aromas de madeira quando o estágio é de 10 ou mais anos, demonstrando possuir boa capacidade de envelhecimento.


Bonarda 
Casta muito comum na Argentina, julga-se que foi introduzida no país pelos imigrantes italianos no final do século XIX (em conjunto com outras castas italianas), adaptando-se muito bem ao solo e clima argentino. Esta casta desenvolve-se melhor em climas temperados a quentes. É de germinação precoce e maturação tardia, pelo que o ciclo é longo. Na Argentina ocupa uma área de 15 mil hectares, sendo juntamente com a Malbec a casta mais cultivada no país.


Borraçal 
A casta Borraçal é uma das castas tintas mais cultivadas na região dos Vinhos Verdes. É plantada em quase toda a região, onde é também conhecida por Esfarrapa ou Bogalhal, entre outras designações. Os cachos desta casta são pequenos e de formato cónico. Os bagos são de tamanho médio, não uniformes e de cor negro-azulada. Os vinhos elaborados a partir da casta Borracal apresentam cor rubi e um elevado grau de acidez.


Castelão 
A Castelão é uma das castas tintas mais cultivadas no sul do país e particularmente na zona da Península de Setúbal. Ao longo do tempo já teve várias denominações: João de Santarém, Castelão Francês e o popularmente divulgado Periquita. A Castelão desenvolve-se melhor em climas quentes e solos arenosos e secos, pois quando é plantada em solos húmidos e férteis produz vinhos de fraca qualidade. Os vinhos produzidos pela Castelão são concentrados, aromáticos (framboesa e groselha) e com boas condições para envelhecer. A região da Península de Setúbal produz os melhores vinhos desta casta.


Espadeiro 
A casta tinta Espadeiro é cultivada na região dos Vinhos Verdes e produz vinho muito apreciado na região. Pode adoptar outras denominações de acordo com o local onde é cultivada: Espadão, Espadal, entre outras designações. Esta casta é muito produtiva e apresenta cachos de grande dimensão, compactos e constituídos por bagos médios e uniformes. Os vinhos produzidos com esta casta são acídulos e de cor rosada clara ou rubi muito aberta (quando submetidos ao processo de curtimenta prolongada). Algumas adegas produzem vinho rosé a partir da casta Espadeiro.


Jaen 
A casta Jaen é cultivada em terras lusas desde a segunda metade do século XIX. É uma casta muito comum no Dão e pensa-se que terá sido trazida para a região através dos peregrinos que rumavam a Santiago de Compostela. A Jaen além de produzir generosamente é também uma casta de maturação precoce. É bastante sensível ao míldio e à prodridão. Os vinhos produzidos a partir da casta Jaen são essencialmente caracterizados pela sua cor intensa, baixa acidez e aromas intensos a frutos vermelhos.

2 comentários:

  1. Muito legal e útil o artigo!
    Saudações,
    Flavio

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  2. Obrigado.

    Sugestões e comentários são sempre bem vindos.

    Saudações,
    Estado Liquido

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