sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Os Melhores Vinho do Dão até 5 euros

BY Estado Liquido - Wines & Spirits IN , No comments

Nesta região as vinhas situam-se entre os 400 e os 700 metros de altitude e em solos onde predominam os pinheiros e as culturas de milho. A região do Dão, rodeada de serras que a protegem dos ventos, produz vinhos com elevada capacidade de envelhecimento em garrafa.

As vinhas são constituídas por uma grande diversidade de castas, entre as quais a Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Tinta Roriz (nas variedades tintas) e Encruzado, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho (nas variedades brancas). Os vinhos brancos são bastantes aromáticos, frutados e bastante equilibrados. Os tintos são bem encorpados, aromáticos e podem ganhar bastante complexidade após envelhecimento em garrafa.

E toda esta qualidade por menos de 5 euros.

Casa De Santar
A origem da vila de Santar remonta à Idade Média e às lutas pelo território português e a Casa de Santar, na época chamada Quinta do Casal Bom, foi doada a um dos cavaleiros que combateu com bravura ao lado de D. Sancho II. A Casa de Santar é a mais emblemática propriedade vinícola do Dão, pela sua história, dimensão e prestígio dos seus vinhos.

Um tinto com alguma ambição, muito fruto e chocolate no aroma, leve tostado, num todo com alguma complexidade. Na boca tem taninos sólidos mas maduros, corpo e largura num estilo capitoso, termina longo com notas de especiaria.



Casa da Passarella - A Descoberta
A história começa em 1942, quando uma caixa é emparedada numa das divisões da Casa da Passarella, pelos seus antigos proprietários, contendo um documento escrito a cursivo com instruções para ser aberta 50 anos mais tarde. No documento, assinado por um conjunto de personagens emblemáticas da época, constava também uma última vontade: a de que fossem distribuídos pelos pobres todos os valores guardados na caixa. O certo é que nenhuma destas duas coisas aconteceu. Só em 2010, quando a Casa sofreu obras, a caixa foi encontrada e aberta. E não havia nada lá dentro. As investigações foram avançando, sem nunca se ter desvendado o mistério. Quando parecia que a resignação acabava por vencer a persistência, um especialista em acontecimentos insólitos foi chamado ao local: "a caixa estava de facto repleta" - explicou o professor K. Noronha - "mas não de coisas palpáveis, materiais. A caixa estava impregnada de uma essência extraordinária que, reagindo com os tempos vindouros, haveria de trazer a felicidade através do vinho a todos os que dela fizessem arte e proveito." "Ora, esses tempos vindouros fazem já parte do presente. E isto é uma dupla descoberta" - concluiu.


 Duque de Viseu

Este vinho apresenta cor vermelha rubi. No aroma sobressaem os frutos pretos maduros (framboesa e amora), nuances especiadas e notas mentoladas e resinosas que conferem muita frescura. Tem taninos firmes mas discretos, o que torna o vinho muito elegante e suave. Na boca sobressaem aromas minerais e frutados num conjunto com uma acidez muito fresca e com um final persistente.

Quinta da Garrida

De longe o mais corpulento e concentrado de todos os Garrida. Aqui as notas florais de Touriga Nacional abrem o aroma seguido de chocolate negro, algum químico a dar o toque de austeridade e poder. 

Na boca é um tinto avantajado, com excelentes taninos, muito fruto, rico e complexo, ainda alguma reverência de juventude. Um tinto que vai crescer muito em garrafa.

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