quarta-feira, 16 de abril de 2014

Vinho, Quintas e Herdades - Herdade do Esporão e o Esporão Reserva Tinto

BY Estado Liquido - Wines & Spirits IN No comments


Esta semana, recomendamos a visita à Herdade do Esporão. Provavelmente já ouviu e leu, sobre esta Herdade, mas será que conhece a sua história e pontos de interesse? E os magníficos vinhos? 

Como é normal, a visita começa na sua garrafeira preferida www.estadoliquido.pt onde encontra uma loja online completa e de fácil utilização. Claro, que se pretende um atendimento pessoal personalizado, irá encontrar profissionais experientes, que prestam todo o apoio na escolha dos produtos mais indicados para si, entre as mais de 2.500 referências disponíveis num espaço com mais de 1.200 m2. 

De seguida, partimos para a Herdade. 

A Torre do  Esporão – Raízes Históricas 
A Torre do Esporão, uma das mais importantes torres construídas na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, terá sido edificada pelo Morgado D. Álvaro Mendes de Vasconcelos, entre os anos 1457 e 1490, datas que correspondem, respectivamente, ao momento da posse do morgado e ao seu falecimento. Esta atribuição é do historiador José Pires Gonçalves, que teve em conta o projecto arquitectónico de implantação da Torre. 

Álvaro Mendes de Vasconcelos vinha de uma família nobre em ascensão ligada à poderosa Casa de Bragança – era cavaleiro da casa do Duque de Bragança e regedor da cidade de Évora. Entende-se, assim, a construção da Torre do Esporão como um sinal visível de erupção da pretensão aristocrática. Esta era uma necessidade de afirmação da nova linhagem que, entre outros sinais, tinha por hábito erguer uma torre ou casa forte como verdadeiros símbolos da sua afirmação na sociedade. 

A função primeira deste tipo de torres era a de habitação, mas nos finais do século XV as torres que existiam em Portugal dificilmente serviriam de morada permanente, uma vez que as suas dimensões eram muito reduzidas. Podiam também ter sido refúgios seguros para pessoas e bens, em caso de extrema necessidade. Mas, antes de tudo, eram um símbolo de senhorio e poder militar. 

A importância que as torres medievais voltaram a adquirir no final da Idade Média verifica-se essencialmente na existência da referida Ermida de Nossa Senhora dos Remédios: a sua presença indica não só que os seus possuidores tinham começado a fazer mais uso das torres espaçosas, mas também que existia uma certa sacralização do espaço em que se erguiam. 

Desenhando um quadrilátero de 14,40m por 10,9m, a planta da Torre do Esporão apresenta dimensões pouco usuais – é relativamente mais larga, quando comparada com construções antecedentes ou mesmo contemporâneas. No entanto, mais tarde, acabou por servir de modelo a outras torres, o que demonstra bem a influência que teve em posteriores construções de torres no Alentejo. 

A Torre do Esporão, Hoje 
A Torre do Esporão é o edifício mais importante e representativo de todo o conjunto que compõe a Herdade do Esporão. Hoje, no rés-do-chão da Torre pode visitar-se um Museu Arqueológico, onde estão expostos diversos achados do Esporão e peças do Povoado dos Perdigões. Localização Enquadrada na magnífica planície alentejana, a histórica cidade de Reguengos de Monsaraz é a localidade mais próxima da Herdade do Esporão. 

Situada a pouco mais de 180 quilómetros de distância de Lisboa, a Herdade do Esporão é uma propriedade histórica que possui uma identidade e património riquíssimo que data do século XIII, do ano já longínquo de 1267. Beneficiando de uma riqueza paisagística única onde se sobrepõem paisagens de montados, ribeiros, vinhas e olivais numa paisagem paradisíaca apurada por um grande lago central. As vinhas estendem-se por 460 hectares de terra em que predominam os solos derivados de xistos e granitos.

O tempo e a sabedoria do Homem conseguiram transformar esta paisagem serena em terra capaz de produzir vinhos e azeites de referência, construindo a reputação nacional e internacional da Herdade do Esporão de forma consistente.

Como é normal, torna-se complicado destacar um dos excelentes vinhos, mas para esta semana, recomendamos:

Castas - Aragonês, Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet.

Vinificação - Colheita em separado de cada casta, desengace, esmagamento, fermentação alcoólica com temperaturas controladas em pequenos lagares mecânicos (22 a 25 ºC), prensagem, seguindo-se a fermentação maloláctica em cuba de inox.

Cor - Límpido, cor densa e granada.

Aroma - Aroma intenso de especiarias e frutos vermelhos, com discretas notas a madeira, que lhe acrescentam complexidade.

Palato - Encorpado, elegante, boa densidade e cremoso. Com taninos firmes que indicam uma boa longevidade em garrafa.


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