quinta-feira, 10 de abril de 2014

Vinho, Quintas e Herdades - Quinta da Bacalhôa e J.P Private Selection

BY Estado Liquido - Wines & Spirits IN , No comments


Com o bom tempo que veio para ficar (assim se espera), nada como começar a planear os seus fins de semana. Se por um lado este bom tempo é agradável, para estar na praia ainda não é muito convidativo. A pensar na melhor solução para si, nada como ter o prazer e privilégio de conhecer locais como quintas e herdades que são os berços dos néctares que tanto ansiamos por degustar.

E, assim nasceu a ideia de escrever estes artigos, onde será recomendado um maravilhoso destino por semana. A viagem como é natural, começa com a degustação dos vinhos (para poder fazer as visitas com conhecimento de causa), e para isso será muito bem recebido na nossa imponente e distinta loja com mais de 1.200 m2, onde irá encontrar mais de 2.500 referências de produtos. Num ambiente acolhedor, será recebido por profissionais experientes, que o acompanham desde a sua chegada até à colocação dos produtos nas viaturas, que ficam estacionadas no parque privativo da empresa. Se preferir encomendar no conforto da sua casa ou durante uma pausa no seu trabalho, tem disponível a loja online em www.estadoliquido.pt

Depois, então, seguirá para a recomendação desta semana: Quinta da Bacalhôa

Considerada a mais bela quinta da primeira metade do século XV ainda existente em Portugal, a Quinta da Bacalhôa é uma antiga propriedade da Casa Real Portuguesa. Localizados em Azeitão, a Quinta e o famoso Palácio da Bacalhôa constituem um monumento artístico da maior relevância para o País.

No século XIV pertenceu, como quinta de recreio, a João, Infante de Portugal, filho do rei D. João I. Herdou-a sua filha Dona Brites, casada com o segundo Duque de Viseu e mãe do Rei D. D. Manuel I. Ainda hoje existem os edifícios, os muros com torreões de cúpulas aos gomos e também o grande tanque, beneficiações mandadas construir por Dona Brites.

Esta quinta viria a ser vendida em 1528 a D. Brás de Albuquerque, filho primogénito de D. Afonso de Albuquerque. O novo proprietário, além de ter enriquecido as construções com belos azulejos, mandou construir uma harmoniosa “casa de prazer”, junto ao lago, e dois robustos pavilhões, junto aos muros laterais. Nos finais do século XVI, esta quinta fazia parte do morgadio pertencente a D. Jerónimo Teles Barreto — descendente de Afonso de Albuquerque. Este morgadio — em que estava incluída a Quinta da Bacalhôa — viria a ser herdado por sua irmã, Dona Maria Mendonça de Albuquerque, casada com D. Jerónimo Manuel, conhecido pela alcunha de “Bacalhau”.

É muito provável que o nome “Bacalhôa”, pelo qual veio a ficar conhecida a antiga Quinta de Vila Fresca, em Azeitão, tenha tido origem no facto de a mulher de D. Jerónimo Manuel também ser designada da mesma forma sarcástica. Esta quinta ficou consagrada entre os tesouros artísticos de Portugal.

Em 1936, o Palácio da Bacalhôa foi comprado e restaurado por Orlena Scoville, de nacionalidade norte-americana, cujo neto encetou a missão de tornar a quinta num dos maiores produtores de vinho em Portugal, na década de 70 do século XX.

Actualmente a Quinta da Bacalhôa pertence à Fundação Berardo, liderada pela família Berardo, cujo patriarca é o Comendador José Berardo. 

Foi classificada pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) como Monumento Nacional em 1996.


E, então que vinho da quinta da Bacalhôa recomendamos hoje? Entre tantas e tão boas ofertas, desta vez destacamos:


JP Private Selection Tinto 2011

     Península de Setúbal



Cor: Tinto
Capacidade:
 750ml
Castas: Syrah, Castelão, Cabernet Sauvignon


Grau: 14% Vol.
Primeira Colheita: 1987

Vinificação: Produzido a partir das castas Syrah, Castelão e Cabernet sauvignon, plantadas na Península de Setúbal onde as uvas apresentam excelentes condições de maturação e que enaltecem a personalidade de cada uma das castas. As castas Castelão e Syrah encontram o "terroir" ideal para vinhos ricos, encorpados e cheios na boca, nas vinhas de baixa produção dos solos arenosos de Palmela.

Estágio:O vinho estagiou durante 9 meses em barricas de carvalho francês Allier.

Notas de Prova: Apresenta aromas e sabores de frutos encarnados bem marcados, como a ginja e a ameixa preta, com notas subtis de menta, especiarias e baunilha; os taninos suaves e finos estão bem presentes conferindo uma estrutura longa, cheia e complexa. Este vinho tem um ótimo potencial de envelhecimento em garrafa.

Gastronomia: Perna de Borrego

Temperatura de Serviço: 16 - 18 ºC

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