quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Bebida Sangria - Só em Portugal e Espanha

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O Parlamento Europeu aprovou a restrição da denominação da venda de "sangria" às bebidas produzidas exclusivamente em Portugal e Espanha. 

A proteção do termo "sangria", que é originário de Portugal e Espanha, está incluída no regulamento sobre a rotulagem e proteção das indicações geográficas dos produtos vitivinícolas aromatizados.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Vinho do Porto - Aumenta a exportação

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Em 2013, foram exportados 315 milhões de euros de vinho do Porto, o que representa um aumento de 3,4% do volume de negócios. As categorias especiais tiveram um ano de excelência.

Suntory torna-se a terceira maior empresa de bebidas espirituosas

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A japonesa Suntory torna-se na terceira maior empresa de bebidas espirituosas ao comprar a empresa Beam, por 11,7 mil milhões de euros.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Conhecer as castas Tintas - Bastardo; Bonarda; Borraçal; Castelão; Espadeiro e Jaen

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Bastardo
Casta tinta europeia, é cultivada em todo o país, com maior expansão da DOP Douro, também existe na Austrália, África do sul, Califórnia, Espanha, França e Argentina. É uma casta de maturação precoce que se adapta bem a todos os sistemas de condução (embora possa produzir melhor com o de guyot), bem como aos porta-enxertos habituais; é uma casta rústica com boa adaptação regional que prefere solos profundos, secos e quentes com disponibilidade de água, podendo ser recomendável a vindima mecânica em situação de reduzidas temperaturas. Embora não apresentando potencial para a elaboração de vinhos elementares, o seu aroma é muito característico, lembrando frutos e bagas silvestres quando jovem, evoluindo para composições aromáticas mais complexas; ao longo do envelhecimento, os vinhos ganham aromas mais complexos e profundos, podendo até surgir aromas de madeira quando o estágio é de 10 ou mais anos, demonstrando possuir boa capacidade de envelhecimento.


Bonarda 
Casta muito comum na Argentina, julga-se que foi introduzida no país pelos imigrantes italianos no final do século XIX (em conjunto com outras castas italianas), adaptando-se muito bem ao solo e clima argentino. Esta casta desenvolve-se melhor em climas temperados a quentes. É de germinação precoce e maturação tardia, pelo que o ciclo é longo. Na Argentina ocupa uma área de 15 mil hectares, sendo juntamente com a Malbec a casta mais cultivada no país.


Borraçal 
A casta Borraçal é uma das castas tintas mais cultivadas na região dos Vinhos Verdes. É plantada em quase toda a região, onde é também conhecida por Esfarrapa ou Bogalhal, entre outras designações. Os cachos desta casta são pequenos e de formato cónico. Os bagos são de tamanho médio, não uniformes e de cor negro-azulada. Os vinhos elaborados a partir da casta Borracal apresentam cor rubi e um elevado grau de acidez.


Castelão 
A Castelão é uma das castas tintas mais cultivadas no sul do país e particularmente na zona da Península de Setúbal. Ao longo do tempo já teve várias denominações: João de Santarém, Castelão Francês e o popularmente divulgado Periquita. A Castelão desenvolve-se melhor em climas quentes e solos arenosos e secos, pois quando é plantada em solos húmidos e férteis produz vinhos de fraca qualidade. Os vinhos produzidos pela Castelão são concentrados, aromáticos (framboesa e groselha) e com boas condições para envelhecer. A região da Península de Setúbal produz os melhores vinhos desta casta.


Espadeiro 
A casta tinta Espadeiro é cultivada na região dos Vinhos Verdes e produz vinho muito apreciado na região. Pode adoptar outras denominações de acordo com o local onde é cultivada: Espadão, Espadal, entre outras designações. Esta casta é muito produtiva e apresenta cachos de grande dimensão, compactos e constituídos por bagos médios e uniformes. Os vinhos produzidos com esta casta são acídulos e de cor rosada clara ou rubi muito aberta (quando submetidos ao processo de curtimenta prolongada). Algumas adegas produzem vinho rosé a partir da casta Espadeiro.


Jaen 
A casta Jaen é cultivada em terras lusas desde a segunda metade do século XIX. É uma casta muito comum no Dão e pensa-se que terá sido trazida para a região através dos peregrinos que rumavam a Santiago de Compostela. A Jaen além de produzir generosamente é também uma casta de maturação precoce. É bastante sensível ao míldio e à prodridão. Os vinhos produzidos a partir da casta Jaen são essencialmente caracterizados pela sua cor intensa, baixa acidez e aromas intensos a frutos vermelhos.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Conhecer as castas Tintas - Água-Santa; Alfrocheiro; Alicante Bouschet; Aragonez e Baga

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Água-Santa 
Casta tinta híbrida, criada pelo Engº Leão Ferreira de Almeida, oriunda do cruzamento das castas Touriga Nacional e Castelão. Casta muito produtiva e de grande vigor.


Alfrocheiro 
É na região do Dão que a casta tinta Alfrocheiro tem maior expressão. Presente em muitos dos vinhos da região, é considerada uma casta de elevada qualidade por vários enólogos. O cultivo desta casta, também conhecida por Alfrocheiro Preto na zona do Douro, estendeu-se com sucesso às regiões do Alentejo, Ribatejo e à zona de Palmela. A casta Alfrocheiro é bastante fértil, daí a necessidade de controlar a sua produção, para que os bagos não percam qualidades, como a cor. É também importante controlar a vindima desta casta, pois apresenta uma maturação precoce e é bastante susceptível a doenças, nomeadamente à podridão. Esta casta produz vinhos de cor muito intensa e com aromas que recordam flores silvestres, amoras maduras e especiarias.


Alicante Bouschet 
Casta tinta criada por Henry Bouschet, entre 1865 e 1885 em França, resultante do cruzamento entre as castas Petit Bouschet e a Grenache. É uma casta “tintureira” (com polpa vermelha), apresentando bagos redondos de cor negra e cachos grandes. Plantada no sul da França, principalmente na região do Languedoc, localmente nunca foi uma casta de renome. Em Portugal ganhou notoriedade pela produção de vinhos de muito boa qualidade, nomeadamente no Alentejo, onde o "terroir" local (Invernos frios e Verões quentes e secos, solos profundos e não muito pobres, com disponibilidade de água ao longo de todo o ciclo) lhe transmite as condições necessárias para o seu desenvolvimento pleno. Esta casta produz vinhos de cor densa, aromas ligeiramente vegetais, grande concentração de taninos, bom equilíbrio de acidez e enorme capacidade de envelhecimento.


Aragonez 
Sinonímias: Tinta Roriz, Tempranillo
A Aragonez é uma das castas tintas mais conhecidas da Península Ibérica. Originária de Espanha, onde toma o nome de "Tempranillo", é também conhecida por Tinta Roriz na região do Douro. É uma casta muito adaptável a diferentes climas e solos, por isso o seu cultivo tem aumentado e alargado para as regiões do Dão, Ribatejo e Estremadura. Para as características da casta Aragonez serem excelentes, a sua produção tem de ser controlada. As condições ideais são solos arenosos e argilo-calcários em climas quentes e secos, para que a produção seja menor e os bagos mais concentrados. Esta casta origina vinhos de elevado teor alcoólico, de baixa acidez e indicados para envelhecer, sendo muito resistentes à oxidação.


Baga 
A Baga é a casta tinta predominante da Bairrada, sendo também cultivada no Dão, Estremadura e em algumas zonas do Ribatejo. É uma casta de elevada produção, com cachos de bagos pequenos e de maturação tardia. Em solos argilosos e com boa exposição solar, a Baga consegue amadurecer convenientemente e produzir vinhos muito escuros, concentrados de aroma e que podem envelhecer em garrafa durante muitos anos. Em solos férteis, a maturação da casta é dificultada pela elevada produção de cachos e os vinhos que produz são pouco alcoólicos e bastante ácidos.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Monin - Ultimate Taste

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Com mais de 90 anos de experiência, a MONIN tornou-se a marca de eleição de bares e restaurantes internacionais premium.

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Possivel Alargamento Da Sub-Região Alvarinho Levanta Polémica

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A Sub-Região de Melgaço e Monção está preocupada com a possibilidade de alargamento da denominação exclusiva do Alvarinho a toda a Região dos Vinhos Verdes.

A questão, que tem vindo a ser abordada no seio da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), levanta dúvidas relacionadas com a identidade e a qualidade do Vinho Verde Alvarinho, produzido em exclusivo nesta pequena Sub-Região com características climatéricas únicas.

Para os municípios de Melgaço e de Monção a manutenção dessa exclusividade é fundamental, não apenas como garantia da singularidade e da fama já conquistada para o Vinho Alvarinho, na qual foram concertados muitos esforços, mas também pela extrema importância que tem para a economia local.

No conjunto estes dois concelhos têm cerca de 1.500 hectares encepados com uvas da casta Alvarinho, produzem perto de seis milhões de litros de Vinho Verde Alvarinho, têm aproximadamente 1.800 produtores de uva e 60 engarrafadores, e mais de 150 marcas que, nos últimos anos, receberam cerca de meia centena de prémios internacionais.

Assim, e em defesa do Vinho Verde Alvarinho e dos interesses da Sub-Região, os municípios de Melgaço e Monção pretendem, juntamente com os restantes actores, promover a reflexão e definição de uma estratégia de futuro para a Sub-Região.

in. jornaldevinhos.com

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Conhecer as castas Tintas - Tinta Barroca; Tinta Caiada; Tinta Miúda; Tinta Negra; Tinto Cão; Touriga Franca e Touriga Nacional

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Com origem no latim, o nome "Casta" significa "pura; sem mistura". Enologicamente podemos dizer que "Castas" é um conjunto de videiras, cujas características morfológicas e qualidades particulares transmitem ao vinho um carácter único, constituindo assim uma variedade singular com componentes organolépticas especificas. 

Ao agregado de características transmitidas pelo solo e pelo clima às videiras, os franceses deram o nome de "terroir" e não podemos falar de castas de videiras, sem fazer a sua associação ao terroir, pois conforme o local onde se encontra plantada, uma mesma casta reage de forma diferente originando diferenças no produto final, o vinho. 




A casta Tinta Barroca é plantada quase exclusivamente na região do Douro e muito utilizada na produção de vinhos de lote. É uma das castas que compõe alguns vinhos do Porto, contudo os seus vinhos monovarietais não são muito célebres.A Tinta Barroca é bastante popular entre os produtores, pois é fácil de cultivar e muito produtiva. É uma casta muito regular na produção e resistente a doenças e pragas. Além disso, tem uma maturação precoce e os seus bagos concentrados de açúcar originam vinhos com elevada concentração alcoólica. Os vinhos produzidos a partir da casta Tinta Barroca são fáceis de beber e de taninos suaves. Contudo, a maior parte das vezes, não são muito equilibrados nem concentrados. 



A casta Tinta Caiada encontra-se em várias regiões vitícolas portuguesas e tem uma baixa qualidade vitícola e enológica, por isso não tem sido uma aposta nos novos encepamentos. A Tinta Caiada apresenta cachos e bagos de tamanho médio.É muito sensível à podridão e precisa de climas muito quentes para amadurecer convenientemente. É no Alentejo que a casta Tinta Caiada tem produzido vinhos mais interessantes, devido ao clima quente e elevado número de horas de sol, propício à correcta maturação dos bagos. Estes vinhos têm cor intensa, boa acidez e aromas agradáveis a fruta madura e vegetais. 



Casta Tinta Miúda - Casta tinta mediterrânica de origem desconhecida, é cultivada em diversas regiões do país, com especial destaque na área das diversas DOP abrangidas pela IGP Lisboa.É uma casta de vigor elevado e maturação tardia que se adapta bem aos porta-enxertos comuns, preferencialmente de ciclo curto e a qualquer tipo de poda, de preferência cordão. Prefere climas quentes e secos e adapta-se bem a diferentes tipos de solos, havendo no entanto, algum perigo de falta de maturação quanto instalada em solos férteis e húmidos; como solta bem os bagos, apresenta boa adaptação para a vindima mecânica.Os vinhos produzidos, geralmente de boa qualidade e cor intensa, encorpados, com adstringência que se vai atenuando com o envelhecimento (geralmente com boa capacidade de envelhecimento) tornam-se muito agradáveis, com destaque para o seu bouquet. 



A casta Tinta Negra ou apenas Negra Mole é a variedade tinta mais plantada na ilha da Madeira. Também é cultivada no Algarve, embora não atinja as qualidades daquela que é cultivada na Madeira, devido às condições climáticas.Os cachos da Tinta Negra Mole variam entre o tamanho médio e grande e são formados por bagos de coloração não uniforme (variam entre o negro-azulado a rosado). Esta casta produz um vinho tinto muito doce e foi muito utilizada para produzir vinho da Madeira. Contudo, os produtores chegaram à conclusão que independentemente da qualidade desta casta, os vinhos generosos elaborados com Tinta Negra seriam sempre inferiores àqueles elaborados a partir das castas Boal, Sercial e Malvasia. 




A casta Tinto Cão é cultivada na zona do Douro desde o século XVIII, contudo como era pouco produtiva nunca foi muito apreciada pelos agricultores. Por volta dos anos 80 descobriu-se que a Tinto Cão possui óptimas características para a produção de vinho do Porto.O cultivo desta casta alargou-se a outras regiões, como o Dão, Estremadura e Península de Setúbal, onde existe em pequenas quantidades. A Tinto Cão possui cachos muito pequenos e de maturação tardia. É muito resistente a doenças e à podridão, além de suportar temperaturas muito elevadas. A casta Tinto Cão é frequentemente lotada com as castas Touriga Nacional, Aragonez, entre outras. Produz vinhos de carregados de cor e de aromas delicados e florais. 



A Touriga Franca é uma das castas mais plantadas na zona do Douro e Trás-os-Montes. É considerada umas das melhores castas para a produção de vinho do Porto e do Douro, mas o seu cultivo já foi alargado para as regiões da Bairrada, Ribatejo, Setúbal ou Estremadura.A Touriga Franca tem produções regulares ao longo do ano e é bastante resistente a doenças. Os seus cachos são médios ou grandes com bagos médios e arredondados. Os vinhos produzidos por esta casta têm uma cor intensa e são bastante frutados. No vinho do Porto, a Touriga Franca integra os lotes com a Tinta Roriz e a Touriga Nacional. 



Touriga Nacional é uma casta nobre e muito apreciada em Portugal. Inicialmente cultivada na região do Dão, rapidamente foi expandida à zona do Douro para ser utilizada na produção de vinho do Porto.Recentemente, os produtores descobriram o valor da Touriga Nacional na produção de vinhos de mesa tintos e o seu cultivo foi alargado para outras regiões como o Alentejo. É uma casta de pouca produção: possui cachos abundantes, mas pequenos. Os bagos têm uma elevada concentração de açúcar, cor e aromas. Os vinhos produzidos ou misturados com a casta Touriga Nacional são bastante equilibrados, alcoólicos e com boa capacidade de envelhecimento.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Conhecer as castas brancas - Síria; Terrantez; Trajadura; Verdelho; Vinhas Velhas e Viosinho

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A casta Síria é cultivada nas regiões do interior de Portugal. Já foi a casta branca mais plantada na região alentejana, onde é denominada Roupeiro, contudo, verificou-se que as temperaturas demasiado elevadas do Alentejo não eram benéficas para esta casta: os vinhos não tinham frescura, boa acidez e perdiam os aromas rapidamente.

Assim, desenvolveu-se o cultivo da Síria nas terras mais altas e frescas da Beira Interior (nomeadamente na zona de Castelo Rodrigo) e Dão (onde a casta é conhecida por Alvadurão, Côdega ou Crato Branco). A Síria é uma casta muito produtiva de cachos e bagos pequenos. Apesar de ser bem resistente ao oídio e ao míldio é bastante sensível à podridão. Os vinhos produzidos com esta casta são delicados, frescos e elegantes.









A casta Terrantez é originária do Dão, onde é conhecida como Folgasão. É também cultivada nos Açores, nomeadamente na zona do Pico e Biscoitos e na Madeira, onde é considerada uma casta nobre para a produção de vinho generoso.
A Terrantez é uma casta rara e, neste momento, encontra-se quase extinta. Uma das razões para a sua extinção é a grande tendência que a Terrantez tem para a podridão (muitas vezes não resiste até à época da vindima). Os cachos da Terrantez são pequenos, compactos e constituídos por bagos pequenos de cor verde-amarelada. Os vinhos produzidos pela Terrantez são bastante perfumados, encorpados e de sabor persistente.


















A casta Trajadura é oriunda da região dos Vinhos Verdes, particularmente da sub-região de Monção, apesar de ter alguma expressão na Galiza (Espanha). Rapidamente foi difundida para as outras sub-regiões, sendo cultivada em quase toda a região dos Vinhos Verdes. A casta Trajadura apresenta uma boa produção. Os seus cachos são muito compactos e de tamanho médio, compostos por bagos verde-amarelados de grandes dimensões. Os vinhos produzidos com a casta Trajadura apresentam aromas pouco intensos e normalmente, são um pouco desequilibrados. É comum lotar a casta Trajadura com a casta Loureiro ou, por vezes, com a Alvarinho (castas da mesma região e mais aromáticas), para atribuir maior grau alcoólico e melhor equilíbrio aos vinhos.


A casta Verdelho ficou famosa por ser uma das castas utilizadas na produção do vinho generoso da Madeira. Depois da época da filoxera, o seu cultivo decresceu na ilha, no entanto ainda hoje continua a ser utilizada na produção de vinhos de mesa e generosos. A casta Verdelho é também cultivada nos Açores. Ultimamente, a casta Verdelho tem sido utilizada na produção de vinhos Australianos. Os vinhos produzidos com Verdelho são bastante aromáticos, equilibrados. Os vinhos da Madeira elaborados a partir da casta Verdelho são meio secos e de aromas delicados. A casta Verdelho apresenta cachos pequenos e compactos compostos por bagos pequenos de cor verde amarelada.


Por norma utiliza-se o termo "Vinhas Velhas" para designar um conjunto de castas com muitos anos de vida (geralmente idades superiores a 60/70 anos).
Antigamente não era habitual utilizar a plantação separada por castas. As castas eram plantadas misturadas pois, uma vez que era raro uma doença atacar todas as estirpes ao mesmo tempo, protegia-se a produção desta forma. Era normal existir mais de 35 variedades plantadas no mesmo lote de terreno.
Com o passar dos anos certas castas foram deixando de ser plantadas em detrimento de outras que, segundo o critério de cada viticultor, tinham melhores atributos.Hoje em dia muitas vezes não é possível identificar todas as castas que compõem um talhão de "Vinhas Velhas", mas todas as "Vinhas Velhas" têm em comum as baixas produções por hectare e uma maior concentração de todos os componentes na uva.


A casta Viosinho é apenas cultivada nas regiões do Douro e de Trás-os-Montes, onde já é utilizada desde o século XIX. É uma casta de boa qualidade e indicada para a produção de vinho tranquilo e de vinho do Porto, todavia apresenta uma produção fraca e por isso é pouco cultivada. A Viosinho apresenta cachos e bagos pequenos de maturação precoce e bastante sensíveis à podridão. Esta casta desenvolve-se melhor em solos pouco secos. A casta produz vinhos bem estruturados, frescos e de aromas florais complexos. Normalmente são também alcoólicos e capazes de permanecer em garrafa durante alguns anos.

Casta vigorosa, mostrando-se fértil mesmo podada em talão. Sensível à podridão, principalmente quando instalada em terrenos de aluvião. O bago tende a engelhar com a carência hídrica, não chegando, por vezes, a atingir a plena maturação. Produz vinhos com um teor alcoólico relativamente elevado, equilibrados e harmoniosos.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Conhecer as castas brancas - Malvasia Fina; Marsanne; Moscatel; Rabo de Ovelha; Roussanne e Sauvignon Blanc

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A Malvasina Fina é essencialmente plantada no interior do norte de Portugal, na região do Douro e na sub-região Távora-Varosa. Contudo, é também cultivada na zona de Portalegre (onde se denomina Arinto Galego), Dão (onde é conhecida por Assario Branco) e na Madeira (onde adquire o nome de Boal).
É uma casta que não tolera temperaturas muito altas, por isso é necessário estudar a época ideal para realizar a vindima de modo a evitar a deterioração dos bagos. É particularmente sensível à podridão e a algumas doenças e pragas da vinha, como oídio e o desavinho. A Malvasia Fina produz vinhos de acidez moderada e de aromas e sabores delicados e pouco complexos. Esta casta é de produção regular e constituída por cachos e bagos de tamanho médio.


Marsanne é uma variedade de uva branca, bastante produtiva e vigorosa, que se cultiva em França (Hermitage e Côtes-du-Rhône, Provenza), Suíça e Austrália (Victoria).
Produz vinhos de cor amarelo pálido quase esverdeado, com acidez moderada. A sua mineralidade (quer no nariz quer na boca) e o seu baixo grau alcool, tornam-na numa casta de lote ideal. Historicamente tem sido lotada com a casta Roussanne, baixando a viscosidade e acidez desta e imprimindo-lhe um paladar mais complexo.

Quando cultivada em climas mais frescos (como na sua casa ancestral - Hermitage), pode produzir vinhos brancos com grande capacidade de envelhecimento.







A casta Moscatel é originária do Médio Oriente e terá sido introduzida em terras nacionais na época do Império Romano. Sofreu muitas transformações ao longo dos séculos e hoje, existem três variedades da casta Moscatel em Portugal. A variedade Moscatel de Setúbal é a mais plantada em Portugal, e a sua produção concentra-se na Península de Setúbal, cujo clima ameno permite a maturação ideal dos bagos. Esta casta é imprescindível na elaboração do vinho generoso "Moscatel de Setúbal", contudo também é utilizada para enriquecer aromaticamente outros vinhos brancos da região, uma vez que é uma casta primária (marca o paladar e aroma dos vinhos).


A casta Rabo de Ovelha é cultivada na região do Douro, especialmente na zona do Douro Superior. É plantada em pequenas quantidades na região dos Vinhos Verdes sob o nome de Rabigato e nas zonas vitícolas do sul do país (Estremadura, Ribatejo e Alentejo) onde é mais divulgada.
A casta Rabo de Ovelha apresenta cachos médios e bagos pequenos de cor verde amarelada. É uma casta muito sensível ao oídio e ao míldio. O vinho elaborado a partir desta casta é mais utilizado para produzir vinhos de lote. As principais qualidades da casta Rabo de Ovelha nos vinhos são o alto teor alcoólico, boa longevidade e elevada acidez. Os vinhos que incluem esta casta na sua composição apresentam aromas discretos, com notas florais, vegetais e até minerais.

Embora niguém tenha a certeza absoluta da origem desta casta, o mais provavél é que seja nativa do vale do Rhône onde é usada tradicionalmente como uma casta de lote.


Roussanne é uma variedade de uva branca cultivada em França (Vale do Rhône, Sabóia), na Itália, Austrália e na Califórnia. Produz vinhos de guarda muito finos.
No Sul do vale do Rhône é uma das seis castas permitidas em Châteauneuf-du-Pape, e muitas vezes é lotada com a Grenache Blanc, fazendo sobresair as notas de mel e pêra da Roussanne. No Norte do vale do Rhône é normalmente lotada com a Marsanne nas denominações Hermitage, Crozes-Hermitage e Saint Joseph trazendo acidez, mineralidade e complexidade aos vinhos.
A casta Roussanne também é encontrada na região de Saboia (onde é conhecida como Bergeron), e na Australia, Italia e Estados Unidos.




De película verde, a uva Sauvignon é originária da região de Bordeaux, em França. É hoje plantada em muitas das regiões vinícolas mundiais, produzindo vinhos monovarietais atrevidos e frescos. Esta casta é também muito utilizada em vinhos de sobremesa como os Sauternes.
Dependendo do clima, o sabor pode variar de um vegetal agressivo a um tropical adocicado.
Juntamente com os vinhos da casta Riesling, os vinhos monovarietais Sauvignon Blanc foram dos primeiros vinhos serem engarrafados com o tipo de vedação "screwcap" em quantidades comerciais, especialmente pelos produtores da Nova Zelândia.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Estado Liquido deseja um bom Natal a todos

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Passatempo Estado Liquido e Gin Botanic - Concorra e ganhe já um conjunto

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Conhecer as castas brancas - Cercial; Chardonnay; Códega do Larinho; Encruzado; Fernão Pires; Gouveio e Loureiro

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                                                                   CASTA CERCIAL
A casta Cercial é cultivada em diferentes regiões vitícolas. De acordo com a região pode adoptar diferentes grafias e apresentar características ligeiramente diferentes. São conhecidas a Cercial do Douro e do Dão, a Cerceal da Bairrada e a Sercial da Madeira, também denominada de Esgana Cão no Douro.

As principais características das variedades da Cercial são a elevada produção e boa acidez. Esta casta produz o famoso vinho generoso Sercial da Madeira, um vinho seco que depois de envelhecer adquire características excepcionais. Os vinhos monovarietais desta casta são geralmente um pouco desequilibrados, por isso é costume lotar a Cercial com outras castas como a Bical, Fernão Pires ou Malvasia Fina. Nestes vinhos, a característica herdada da Cercial são a acidez elevada e os aromas delicados.

                                                             CASTA CHARDONNAY

A casta Chardonnay encontra-se é vinificada em praticamente todo o mundo vinícola. Estas uvas de películas verdes são usadas para produzir vinho branco. Acredita-se que esta casta tem origem na região francesa da Borgonha. O mosto resultante desta casta adquire muitas das características do "terroir" onde é plantada e do tipo de maturação a que é sujeito. É também uma casta muito utilizada em vinhos espumosos incluindo o Champagne. É uma das castas mais plantadas a nível mundial.

Casta de produtividade média, sensível ao míldio e pouco sensível ao oídio. Os cachos são grandes e compactos, com bago de tamanho médio, arredondado, de cor amarelada, com película medianamente espessa, polpa suculenta e de sabor particular. É uma casta de maturação média, os mostos possuem um potencial alcoólico médio e uma acidez baixa.
Produz vinhos de cor citrina com aromas bastante complexos, frutado intenso (frutos tropicais) e floral. Na boca mostra algum défice em frescura (pouco ácido), compensado com um excelente perfil aromático e grande persistência.

                                                               CASTA ENCRUZADO

O cultivo da casta Encruzado é praticamente exclusivo da zona do Dão, sendo provavelmente a melhor casta branca plantada na região. É utilizada na produção da maioria dos vinhos brancos através de vinhos de lote ou de vinhos monovarietais.
A casta Encruzado tem uma boa produção e é bastante equilibrada em açúcar e acidez. Por outro lado, é muito sensível à podridão e a condições climatéricas desfavoráveis (chuva e vento).
Os vinhos compostos por esta casta são muito aromáticos e de sabor acentuado. Apresentam uma longevidade fora do comum, uma vez que podem conservar-se em garrafa durante muitos anos.

                                                             CASTA FERNÃO PIRES

A Fernão Pires é uma das castas brancas mais plantadas em Portugal. É mais cultivada nas zonas do centro e sul, especialmente na zona da Bairrada (onde é conhecida por Maria Gomes), Estremadura, Ribatejo e Setúbal.
A casta Fernão Pires tem uma maturação muito precoce, por isso é uma das primeiras castas portuguesas a ser vindimada. Além disso, sendo muito sensível às geadas, desenvolve-se melhor em solos férteis de clima temperado ou quente. Esta casta possui um bom teor alcoólico e uma acidez baixa ou média, por isso os vinhos produzidos ou misturados com esta casta têm intensos aromas florais.

                                                                  CASTA GOUVEIO

A casta Gouveio é cultivada na região do Douro, onde é também conhecida por Verdelho, por isso é muitas vezes confundida com a casta Verdelho cultivada nos Açores e Madeira.É uma casta com bom amadurecimento e de boa produção. Apresenta cachos médios e compactos que produzem uvas pequenas de cor verde-amarelada.Os vinhos produzidos com Gouveio apresentam um excelente equilíbrio entre acidez e açúcar, caracterizando-se pela sua elevada graduação, boa estrutura e aromas intensos. Além disso, são vinhos que possuem excelentes condições para envelhecimento em garrafa.

                                                                 CASTA LOUREIRO


A casta Loureiro existe em quase toda a região dos Vinhos Verdes, mas é originária do vale do rio Lima. É uma casta muito produtiva e fértil, mas só recentemente foi considerada uma casta nobre. Os cachos são grandes e não muito compactos, enquanto os bagos são médios e de cor amarelada ou esverdeada. A casta Loureiro produz vinhos de elevada acidez e com aromas florais e frutados muito acentuados. Apesar de produzir vinhos "monovarietais" (uma só casta) é frequentemente utilizada em vinhos de lote (mistura de castas), onde é normalmente combinada com as castas Trajadura e Arinto.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Jancis Robinson destaca vinhos tintos nacionais com a melhor pontuação

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Elogiada qualidade dos tintos nacionais com média de 16,5 pontos, na escala de 20, atribuída a colheitas entre 1999 e 2012. 

Os vinhos tintos portugueses lideram a escolha de Jancis Robinson, obtendo a pontuação média de 16,5 pontos, numa escala de 20. São vinhos de colheitas entre 1999 e 2012, que posicionam Portugal no primeiro lugar, à frente dos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, França, Espanha e Itália. 

A pontuação resulta da avaliação efectuada às colheitas de 1999 até 2012. Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, afirma que "aquele resultado vem confirmar a consistência de qualidade dos vinhos portugueses, demonstrando que hoje Portugal está a consolidar a sua imagem como país de Grandes Vinhos. 

Neste sentido o enaltecimento da Jancis Robison, prestigiada crítica de vinho com reconhecimento internacional, que avaliou os vinhos portugueses a par com vinhos de países produtores do novo e do velho mundo vitícola internacional, constitui um enorme estimulo ao trabalho desenvolvido pelos nossos enólogos e uma confirmação que estamos no caminho certo." Esta informação é divulgada no artigo de Jancis Robinson, em co-autoria com Valentina Romei, publicado no "Financial Times", jornal económico inglês de referência, no qual Jancis colabora e é colunista. 

No painel dos vinhos brancos são enaltecidos outros países produtores de vinho, nomeadamente Áustria, França, Nova Zelândia e Itália. O sector do vinho e o enquadramento mundial é outro tema analisado no artigo, sendo revelado que nunca se consumiu tanto vinho como agora e esta tendência é liderada pelos EUA, China e Rússia. Os jovens são os maiores consumidores entusiastas nos EUA: integram clubes de vinho, participam em cursos de vinho e procuram o turismo de vinho e wine bars. 

O vinho está na moda tanto na China (o 5º maior produtor internacional e consumidor de vinho) e na Ásia, como na Rússia, e está associado à sofisticação e a um espirito fortemente moderno e ocidental.

in:Wines of Portugal

Conhecer as castas brancas - Alvarinho; Antão Vaz; Arinto; Avesso; Azal e Bical

BY Estado Liquido - Wines & Spirits IN No comments

A casta Alvarinho é uma das mais notáveis castas brancas portuguesas. É uma casta muito antiga e de baixa produção que é sobretudo plantada na zona de Monção e Melgaço (região dos Vinhos Verdes). Pode adquirir duas formas distintas: cacho pequeno, pouco compacto e bagos pequenos e dourados ou cacho médio e de bagos maiores que permanecem esverdeados quando maduros. Esta casta é responsável pelo sucesso dos primeiros vinhos portugueses "monovarietais" (uma só casta), pois em Portugal os vinhos de lote (mistura de várias castas) são mais comuns. A casta Alvarinho produz vinhos bastante aromáticos e que atingem graduações alcoólicas elevadas conservando uma acidez muito equilibrada.

                                                               CASTA ANTÃO VAZ
A casta Antão Vaz é umas das castas mais importantes da zona do Alentejo. Oriunda da Vidigueira, no 
sul alentejano, é bastante resistente à seca e às doenças. Apresenta cachos de tamanho médio com bagos pequenos e uniformes que são de cor verde amarelada e que no fim da maturação passam a ser de cor amarela. Os vinhos produzidos por esta casta são bastante aromáticos (predominam os aromas a frutos tropicais) e têm, geralmente, cor citrina.

                                                                   CASTA ARINTO


A Arinto é uma casta muito versátil, por isso é cultivada em quase todas as regiões vinícolas. 
Na região dos Vinhos Verdes é conhecida por Pedernã. Contudo, é na região de Bucelas 
que esta casta ganha notoriedade, sendo considerada a casta "rainha" da região. O cacho 
da casta Arinto é grande, compacto e composto por bagos pequenos ou médios de cor 
amarelada. Esta casta é frequentemente utilizada na produção de vinhos de lote (mais do 
que uma casta) e também de vinho espumante. Na região de Bucelas, produz vinhos 
monovarietais (uma só casta) de elevada acidez, cor citrina e marcadamente florais e 
frutados (quando jovens).
       
                                                                   CASTA AVESSO

A casta Avesso é cultivada na região dos Vinhos Verdes, contudo a sua plantação 
concentra-se próxima da região do Douro, especificamente nas sub-regiões de Baião, 
Resende e Cinfães. Aí, encontra as condições favoráveis para se desenvolver, uma vez que 
prefere solos mais secos e menos férteis do que aqueles que habitualmente existem em outras 
zonas da região dos Vinhos Verdes. Os cachos da casta Avesso são de tamanho médio e os 
seus bagos são grandes e verde-amarelados. Esta casta origina vinhos aromáticos, bastante 
saborosos e harmoniosos. As qualidades da casta Avesso são verdadeiramente apreciadas 
quando as condições de maturação permitem elaborar vinhos com, pelo menos, 11% de 
álcool.

                                                             CASTA AZAL BRANCO

A casta Azal Branco é uma casta de qualidade cultivada na região dos Vinhos Verdes, 
principalmente nas sub-regiões de Penafiel, Amarante e Basto. No início do século XX, 
era principal casta para a produção do vinho branco da região. Os cachos da Azal Branco 
são de tamanho médio e constituídos por bagos grandes de disposição compacta. É uma casta 
muito produtiva, de maturação tardia e os seus bagos apresentam uma cor esverdeada mesmo 
no final de maturação. Os vinhos que possuem a casta Azal Branco na sua composição 
apresentam aromas frutados pouco intensos. São vinhos bastante acidulados, por isso são 
raros os monovarietais de Azal Branco.

                                                                    CASTA BICAL

A casta Bical é típica da região das Beiras, nomeadamente da zona da Bairrada e do Dão 
(onde se denomina "Borrado das Moscas", devido às pequenas manchas castanhas que 
surgem nos bagos maduros).Aquando da época da revolução tecnológica na Bairrada, nos anos 
80, foi possível conhecer todas as qualidades da casta Bical. Assim, a par da casta Maria Gomes, 
Bical é uma das mais importantes castas da região. Esta casta é de maturação precoce, por isso 
os seus bagos conservam bastante acidez. É muito resistente à podridão, contudo particularmente 
sensível ao oídio.Os vinhos produzidos com esta casta são muito aromáticos, frescos e bem 
estruturados. Na Bairrada a casta Bical é muito utilizada na produção de espumante.