quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Que especiarias usar no gin tónico - Guia de bolso para consulta

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Um pequeno guia para ter no bolso ou atrás do balcão que permite uma rápida visualização de algumas especiarias a usar em alguns gins.

O Gin tónico é actualmente uma bebida muito apreciada, tendo vindo a conquistar cada vez mais apreciadores que já exigem um serviço de excelência, sempre na procura do perfect-serve (existem várias opiniões sobre se realmente existe um perfect-serve).

Uma certeza é o facto de existirem neste momento gins para todos os gostos e ocasiões.

Gin de qualidade será o mais consumido em 2014

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Amargo será o perfil de sabor que define 2014 (segundo a spirits business) o que irá levar a uma maior procura de gin Premium.

Nos estabelecimentos especializados irá surgir cada vez mais o gin “super-premium”.

Se á pouco tempo existia pouca diversidade de gins, no último ano foram lançadas centenas de novas marcas, desde os estilos London Dry aos botânicos, neste momento existem vários gins para se adequar á ocasião ou ao paladar de cada um. Esta inovação é transversal, surgindo em grandes marcas e em gins mais artesanais.

Os especialistas acreditam que o gin premium será o mais consumido durante 2014, facto que se baseia com base nos conhecimentos e experiência adquiridos tanto de quem serve como dos consumidores.

Facto também relacionado é a opinião unânime da maioria dos bartenders concordarem que por várias razões, principalmente o decréscimo do numero de clientes que frequentam estabelecimentos comerciais, será fundamental a formação intensiva de como preparar os Gins e um foco muito maior no atendimento ao cliente.

Cada vez mais a experiência obtida pelo cliente, dita o sucesso do negócio porque a fidelização de clientes nestes estabelecimentos é a chave do sucesso para este ano.

Diga-nos, qual é o seu gin tónico preferido?

Produtos relacionados:
Gin Tarquins
Gin King of Soho
Gin One Key
Gin Nº 209

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Garrafas - Ideias para Reutilização

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As garrafas (de vinho, gin, ou outras bebidas) estão presentes no nosso dia a dia e são responsáveis por grande volume nos lixões e aterros sanitários, bem como a contaminação do solo. Encaminhar estes resíduos para reciclagem é de extrema importância.

Apesar disso, infelizmente a reciclagem não consegue dar conta de todo o material produzido pelas indústrias. Por isso, os trabalhos artesanais também são óptimas alternativas para diminuir a quantidade descartada e dar vida nova aos materiais.

Dê asas à sua criatividade, aqui ficam três bons exemplos para servir de inspiração.

Decoração com cordas

Reutilização como vasos

Para decoração da casa

Bafarela Grande Reserva 2011 - Compre online ao melhor preço

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#Vinho Bafarela Grande Reserva é um vinho surpreendente que ganha em ser aberto algum tempo antes de ser consumido. O seu perfil elegante e complexo combina idealmente com boas carnes, caça e queijos intensos. 
Para comprar online: http://bit.ly/1mzfTbS

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

GIN GOLD 999,9 40º

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GIN GOLD 999,9 40º - No início do século XX, durante umas escavações na região da Alsácia, foi descoberto um jazigo com vários objectos antigos entre os quais havia um pequeno alambique em ouro. 

Depois de se verificar que esses objectos tinham um valor histórico, foram postos à venda. Um dos compradores, um homem aficionado à destilação de álcool, apaixonou-se pelo alambique e adquiriu-o. 

Este homem estava obcecado havia anos em criar o destilado perfeito, um elixir tão valioso como o próprio material com o qual este alambique tinha sido forjado. Finalmente, criou uma genebra com reminiscências de tangerina e um suave recordar de baunilha e de amêndoas, à qual ele chamou de Gold 999.9 por considera-la como o seu ouro líquido, o mais puro.

Saber mais: http://bit.ly/1d3QtKX

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Seis vinhos nacionais entre os 100 melhores do mundo

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Os vinhos portugueses voltam a merecer destaque na prestigiada revista norte-americana Wine Enthusiast. Seis néctares nacionais foram classificados, pela revista, como os melhores vinhos do mundo de 2013, sendo que logo na 2.ª posição surge o vinho português Rubrica, do Alentejo.

Já a Wine Spectator, outra publicação norte-americana de referência na área dos vinhos, tinha selecionado quatro vinhos nacionais para a sua lista de 2013. Agora, é a vez da Wine Enthusiast - que frequentemente dá destaque aos vinhos nacionais - colocar seis vinhos portugueses na lista dos 100 Melhores Vinhos de 2013 para a qual o painel de provadores da revista apreciou mais de 16.500 referências de centenas de regiões do mundo.




Conhecer as castas Tintas - Moreto; Moscatel Galego Roxo; Mourvèdre; Petit Verdot; Pinot Meunier e Ramisco

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Moreto
A casta Moreto é característica da zona do Alentejo, sendo bastante cultivada nas zonas de Reguengos, Redondo e Granja-Amareleja. Pensa-se que terá sido introduzida na região, por volta do século XIX, quando se assistiu a um grande desenvolvimento da viticultura no Alentejo. Esta casta apresenta cachos de tamanho pequeno e bagos de tamanho médio e arredondados. É uma casta bastante produtiva e de maturação tardia. Os vinhos produzidos com a casta Moreto são normalmente pouco encorpados e apresentam pouca cor, por isso é utilizada em vinhos de lote. Normalmente é lotada com as castas Trincadeira, Aragonez e Tinta Caiada.


Moscatel Galego Roxo
A casta tinta Moscatel Galego Roxo existe em pequena quantidade na Península de Setúbal e produz um vinho generoso semelhante ao "Moscatel de Setúbal", contudo de aromas e sabores mais complexos. A Moscatel Galego Roxo é muitas vezes atacada por pássaros, devido ao aroma e doçura dos seus bagos. O aspecto desta casta é bastante diferente da casta Moscatel: os cachos e bagos são mais pequenos e apresentam uma cor rosada. Os vinhos produzidos por esta casta apresentam um elevado grau de doçura, são muito aromáticos e de sabor persistente. A casta Moscatel Galego Roxo é uma das castas "primárias", por isso é determinante no aroma e paladar de um vinho.


Mourvèdre 
A uva vermelha Mourvèdre tem suas raízes no sul da França, na Provence, no sul do Rhône e no Languedoc-Roussillon. As uvas Mourvèdre são pequenas, com cascas grossas e doces, que originam vinhos ricos em tanino e álcool, fortes e com aroma de amora. É raramente utilizada sozinha, servindo mais como parceira da Syrah, como também da Grenache e Cinsault. Faz parte dos vinhos Châteauneuf-du-Pape e Bandol. Provavelmente é originada da Espanha, cujo nome deve advir da localidade de Murviedro em Valencia, já que é idêntica à espanhola Monastrell (resultado de análise genética datado de 1998). Amadurece tarde e necessita de clima quente.


Petit Verdot 
O nome de Petit Verdot ("verde pequeno") refere-se a um dos principais problemas desta casta; muitas vezes os bagos não se desenvolvem adequadamente se o clima não for o correcto durante a floração. Petit Verdot é uma casta tinta utilizada principalmente em lote nos Bordeaux clássicos. Amadurece tardiamente (em Bordéus, muito mais tarde que as outras variedades caindo assim em desgraça). Quando amadurece, é adicionada ao lote em pequenas quantidades para acrescentar taninos, cor e sabor. A Petit Verdot tem mais uma particularidade que é a de muitas vezes dar dois cachos por rebento.


Pinot Meunier 
A casta Pinot Meunier é uma das muitas mutações da Pinot Noir, sendo originária da região francesa de Champagne. Esta casta desponta mais tarde e amadurece mais cedo que a Pinot Noir, evitando deste modo danos de geadas primaveris, tornando-a mais de confiança e produtiva quando tal acontece. A Pinot Meunier tem uma acidez levemente superior à Pinot Noir e dá aos lotes de champagne uma cor mais aberta e aromas mais frutados. Esta casta também é usada em algumas zonas de França para rosés.


Ramisco 
A casta Ramisco é característica da zona de Colares. O seu cultivo é muito peculiar e trabalhoso, uma vez que esta casta é plantada em "chão de areia" e sem porta-enxertos ("pé-franco"). As vinhas situam-se muito próximas do mar e numa zona próxima de grandes cidades, por isso a pressão urbanística, a falta de mão-de-obra e a fraca rentabilidade do cultivo quase extinguiram esta casta. A casta Ramisco tem uma maturação tardia. Os seus cachos são médios e compactos constituídos por bagos pequenos e arredondados. Os vinhos têm uma gradação alcoólica relativamente baixa (por volta dos 11º), acidez elevada e taninos intensos. Porém, depois de envelhecerem em garrafa, tornam-se mais suaves e muito aromáticos.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Bebida Sangria - Só em Portugal e Espanha

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O Parlamento Europeu aprovou a restrição da denominação da venda de "sangria" às bebidas produzidas exclusivamente em Portugal e Espanha. 

A proteção do termo "sangria", que é originário de Portugal e Espanha, está incluída no regulamento sobre a rotulagem e proteção das indicações geográficas dos produtos vitivinícolas aromatizados.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Vinho do Porto - Aumenta a exportação

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Em 2013, foram exportados 315 milhões de euros de vinho do Porto, o que representa um aumento de 3,4% do volume de negócios. As categorias especiais tiveram um ano de excelência.

Suntory torna-se a terceira maior empresa de bebidas espirituosas

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A japonesa Suntory torna-se na terceira maior empresa de bebidas espirituosas ao comprar a empresa Beam, por 11,7 mil milhões de euros.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Conhecer as castas Tintas - Bastardo; Bonarda; Borraçal; Castelão; Espadeiro e Jaen

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Bastardo
Casta tinta europeia, é cultivada em todo o país, com maior expansão da DOP Douro, também existe na Austrália, África do sul, Califórnia, Espanha, França e Argentina. É uma casta de maturação precoce que se adapta bem a todos os sistemas de condução (embora possa produzir melhor com o de guyot), bem como aos porta-enxertos habituais; é uma casta rústica com boa adaptação regional que prefere solos profundos, secos e quentes com disponibilidade de água, podendo ser recomendável a vindima mecânica em situação de reduzidas temperaturas. Embora não apresentando potencial para a elaboração de vinhos elementares, o seu aroma é muito característico, lembrando frutos e bagas silvestres quando jovem, evoluindo para composições aromáticas mais complexas; ao longo do envelhecimento, os vinhos ganham aromas mais complexos e profundos, podendo até surgir aromas de madeira quando o estágio é de 10 ou mais anos, demonstrando possuir boa capacidade de envelhecimento.


Bonarda 
Casta muito comum na Argentina, julga-se que foi introduzida no país pelos imigrantes italianos no final do século XIX (em conjunto com outras castas italianas), adaptando-se muito bem ao solo e clima argentino. Esta casta desenvolve-se melhor em climas temperados a quentes. É de germinação precoce e maturação tardia, pelo que o ciclo é longo. Na Argentina ocupa uma área de 15 mil hectares, sendo juntamente com a Malbec a casta mais cultivada no país.


Borraçal 
A casta Borraçal é uma das castas tintas mais cultivadas na região dos Vinhos Verdes. É plantada em quase toda a região, onde é também conhecida por Esfarrapa ou Bogalhal, entre outras designações. Os cachos desta casta são pequenos e de formato cónico. Os bagos são de tamanho médio, não uniformes e de cor negro-azulada. Os vinhos elaborados a partir da casta Borracal apresentam cor rubi e um elevado grau de acidez.


Castelão 
A Castelão é uma das castas tintas mais cultivadas no sul do país e particularmente na zona da Península de Setúbal. Ao longo do tempo já teve várias denominações: João de Santarém, Castelão Francês e o popularmente divulgado Periquita. A Castelão desenvolve-se melhor em climas quentes e solos arenosos e secos, pois quando é plantada em solos húmidos e férteis produz vinhos de fraca qualidade. Os vinhos produzidos pela Castelão são concentrados, aromáticos (framboesa e groselha) e com boas condições para envelhecer. A região da Península de Setúbal produz os melhores vinhos desta casta.


Espadeiro 
A casta tinta Espadeiro é cultivada na região dos Vinhos Verdes e produz vinho muito apreciado na região. Pode adoptar outras denominações de acordo com o local onde é cultivada: Espadão, Espadal, entre outras designações. Esta casta é muito produtiva e apresenta cachos de grande dimensão, compactos e constituídos por bagos médios e uniformes. Os vinhos produzidos com esta casta são acídulos e de cor rosada clara ou rubi muito aberta (quando submetidos ao processo de curtimenta prolongada). Algumas adegas produzem vinho rosé a partir da casta Espadeiro.


Jaen 
A casta Jaen é cultivada em terras lusas desde a segunda metade do século XIX. É uma casta muito comum no Dão e pensa-se que terá sido trazida para a região através dos peregrinos que rumavam a Santiago de Compostela. A Jaen além de produzir generosamente é também uma casta de maturação precoce. É bastante sensível ao míldio e à prodridão. Os vinhos produzidos a partir da casta Jaen são essencialmente caracterizados pela sua cor intensa, baixa acidez e aromas intensos a frutos vermelhos.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Conhecer as castas Tintas - Água-Santa; Alfrocheiro; Alicante Bouschet; Aragonez e Baga

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Água-Santa 
Casta tinta híbrida, criada pelo Engº Leão Ferreira de Almeida, oriunda do cruzamento das castas Touriga Nacional e Castelão. Casta muito produtiva e de grande vigor.


Alfrocheiro 
É na região do Dão que a casta tinta Alfrocheiro tem maior expressão. Presente em muitos dos vinhos da região, é considerada uma casta de elevada qualidade por vários enólogos. O cultivo desta casta, também conhecida por Alfrocheiro Preto na zona do Douro, estendeu-se com sucesso às regiões do Alentejo, Ribatejo e à zona de Palmela. A casta Alfrocheiro é bastante fértil, daí a necessidade de controlar a sua produção, para que os bagos não percam qualidades, como a cor. É também importante controlar a vindima desta casta, pois apresenta uma maturação precoce e é bastante susceptível a doenças, nomeadamente à podridão. Esta casta produz vinhos de cor muito intensa e com aromas que recordam flores silvestres, amoras maduras e especiarias.


Alicante Bouschet 
Casta tinta criada por Henry Bouschet, entre 1865 e 1885 em França, resultante do cruzamento entre as castas Petit Bouschet e a Grenache. É uma casta “tintureira” (com polpa vermelha), apresentando bagos redondos de cor negra e cachos grandes. Plantada no sul da França, principalmente na região do Languedoc, localmente nunca foi uma casta de renome. Em Portugal ganhou notoriedade pela produção de vinhos de muito boa qualidade, nomeadamente no Alentejo, onde o "terroir" local (Invernos frios e Verões quentes e secos, solos profundos e não muito pobres, com disponibilidade de água ao longo de todo o ciclo) lhe transmite as condições necessárias para o seu desenvolvimento pleno. Esta casta produz vinhos de cor densa, aromas ligeiramente vegetais, grande concentração de taninos, bom equilíbrio de acidez e enorme capacidade de envelhecimento.


Aragonez 
Sinonímias: Tinta Roriz, Tempranillo
A Aragonez é uma das castas tintas mais conhecidas da Península Ibérica. Originária de Espanha, onde toma o nome de "Tempranillo", é também conhecida por Tinta Roriz na região do Douro. É uma casta muito adaptável a diferentes climas e solos, por isso o seu cultivo tem aumentado e alargado para as regiões do Dão, Ribatejo e Estremadura. Para as características da casta Aragonez serem excelentes, a sua produção tem de ser controlada. As condições ideais são solos arenosos e argilo-calcários em climas quentes e secos, para que a produção seja menor e os bagos mais concentrados. Esta casta origina vinhos de elevado teor alcoólico, de baixa acidez e indicados para envelhecer, sendo muito resistentes à oxidação.


Baga 
A Baga é a casta tinta predominante da Bairrada, sendo também cultivada no Dão, Estremadura e em algumas zonas do Ribatejo. É uma casta de elevada produção, com cachos de bagos pequenos e de maturação tardia. Em solos argilosos e com boa exposição solar, a Baga consegue amadurecer convenientemente e produzir vinhos muito escuros, concentrados de aroma e que podem envelhecer em garrafa durante muitos anos. Em solos férteis, a maturação da casta é dificultada pela elevada produção de cachos e os vinhos que produz são pouco alcoólicos e bastante ácidos.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Monin - Ultimate Taste

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Com mais de 90 anos de experiência, a MONIN tornou-se a marca de eleição de bares e restaurantes internacionais premium.

Em mais de 100 países com mais de 100 produtos lançados, esta marca possui uma larga experiência e variedade em licores e xaropes.

O paladar de Monin confere um sabor autentico e rico numa larga escala, permitindo numerosas aplicações, seja em cocktails, batidos, etc...

Pode adquirir estes saborosos licores e xaropes na loja online do Estado Liquido: Ver todos

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Possivel Alargamento Da Sub-Região Alvarinho Levanta Polémica

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A Sub-Região de Melgaço e Monção está preocupada com a possibilidade de alargamento da denominação exclusiva do Alvarinho a toda a Região dos Vinhos Verdes.

A questão, que tem vindo a ser abordada no seio da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), levanta dúvidas relacionadas com a identidade e a qualidade do Vinho Verde Alvarinho, produzido em exclusivo nesta pequena Sub-Região com características climatéricas únicas.

Para os municípios de Melgaço e de Monção a manutenção dessa exclusividade é fundamental, não apenas como garantia da singularidade e da fama já conquistada para o Vinho Alvarinho, na qual foram concertados muitos esforços, mas também pela extrema importância que tem para a economia local.

No conjunto estes dois concelhos têm cerca de 1.500 hectares encepados com uvas da casta Alvarinho, produzem perto de seis milhões de litros de Vinho Verde Alvarinho, têm aproximadamente 1.800 produtores de uva e 60 engarrafadores, e mais de 150 marcas que, nos últimos anos, receberam cerca de meia centena de prémios internacionais.

Assim, e em defesa do Vinho Verde Alvarinho e dos interesses da Sub-Região, os municípios de Melgaço e Monção pretendem, juntamente com os restantes actores, promover a reflexão e definição de uma estratégia de futuro para a Sub-Região.

in. jornaldevinhos.com

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Conhecer as castas Tintas - Tinta Barroca; Tinta Caiada; Tinta Miúda; Tinta Negra; Tinto Cão; Touriga Franca e Touriga Nacional

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Com origem no latim, o nome "Casta" significa "pura; sem mistura". Enologicamente podemos dizer que "Castas" é um conjunto de videiras, cujas características morfológicas e qualidades particulares transmitem ao vinho um carácter único, constituindo assim uma variedade singular com componentes organolépticas especificas. 

Ao agregado de características transmitidas pelo solo e pelo clima às videiras, os franceses deram o nome de "terroir" e não podemos falar de castas de videiras, sem fazer a sua associação ao terroir, pois conforme o local onde se encontra plantada, uma mesma casta reage de forma diferente originando diferenças no produto final, o vinho. 




A casta Tinta Barroca é plantada quase exclusivamente na região do Douro e muito utilizada na produção de vinhos de lote. É uma das castas que compõe alguns vinhos do Porto, contudo os seus vinhos monovarietais não são muito célebres.A Tinta Barroca é bastante popular entre os produtores, pois é fácil de cultivar e muito produtiva. É uma casta muito regular na produção e resistente a doenças e pragas. Além disso, tem uma maturação precoce e os seus bagos concentrados de açúcar originam vinhos com elevada concentração alcoólica. Os vinhos produzidos a partir da casta Tinta Barroca são fáceis de beber e de taninos suaves. Contudo, a maior parte das vezes, não são muito equilibrados nem concentrados. 



A casta Tinta Caiada encontra-se em várias regiões vitícolas portuguesas e tem uma baixa qualidade vitícola e enológica, por isso não tem sido uma aposta nos novos encepamentos. A Tinta Caiada apresenta cachos e bagos de tamanho médio.É muito sensível à podridão e precisa de climas muito quentes para amadurecer convenientemente. É no Alentejo que a casta Tinta Caiada tem produzido vinhos mais interessantes, devido ao clima quente e elevado número de horas de sol, propício à correcta maturação dos bagos. Estes vinhos têm cor intensa, boa acidez e aromas agradáveis a fruta madura e vegetais. 



Casta Tinta Miúda - Casta tinta mediterrânica de origem desconhecida, é cultivada em diversas regiões do país, com especial destaque na área das diversas DOP abrangidas pela IGP Lisboa.É uma casta de vigor elevado e maturação tardia que se adapta bem aos porta-enxertos comuns, preferencialmente de ciclo curto e a qualquer tipo de poda, de preferência cordão. Prefere climas quentes e secos e adapta-se bem a diferentes tipos de solos, havendo no entanto, algum perigo de falta de maturação quanto instalada em solos férteis e húmidos; como solta bem os bagos, apresenta boa adaptação para a vindima mecânica.Os vinhos produzidos, geralmente de boa qualidade e cor intensa, encorpados, com adstringência que se vai atenuando com o envelhecimento (geralmente com boa capacidade de envelhecimento) tornam-se muito agradáveis, com destaque para o seu bouquet. 



A casta Tinta Negra ou apenas Negra Mole é a variedade tinta mais plantada na ilha da Madeira. Também é cultivada no Algarve, embora não atinja as qualidades daquela que é cultivada na Madeira, devido às condições climáticas.Os cachos da Tinta Negra Mole variam entre o tamanho médio e grande e são formados por bagos de coloração não uniforme (variam entre o negro-azulado a rosado). Esta casta produz um vinho tinto muito doce e foi muito utilizada para produzir vinho da Madeira. Contudo, os produtores chegaram à conclusão que independentemente da qualidade desta casta, os vinhos generosos elaborados com Tinta Negra seriam sempre inferiores àqueles elaborados a partir das castas Boal, Sercial e Malvasia. 




A casta Tinto Cão é cultivada na zona do Douro desde o século XVIII, contudo como era pouco produtiva nunca foi muito apreciada pelos agricultores. Por volta dos anos 80 descobriu-se que a Tinto Cão possui óptimas características para a produção de vinho do Porto.O cultivo desta casta alargou-se a outras regiões, como o Dão, Estremadura e Península de Setúbal, onde existe em pequenas quantidades. A Tinto Cão possui cachos muito pequenos e de maturação tardia. É muito resistente a doenças e à podridão, além de suportar temperaturas muito elevadas. A casta Tinto Cão é frequentemente lotada com as castas Touriga Nacional, Aragonez, entre outras. Produz vinhos de carregados de cor e de aromas delicados e florais. 



A Touriga Franca é uma das castas mais plantadas na zona do Douro e Trás-os-Montes. É considerada umas das melhores castas para a produção de vinho do Porto e do Douro, mas o seu cultivo já foi alargado para as regiões da Bairrada, Ribatejo, Setúbal ou Estremadura.A Touriga Franca tem produções regulares ao longo do ano e é bastante resistente a doenças. Os seus cachos são médios ou grandes com bagos médios e arredondados. Os vinhos produzidos por esta casta têm uma cor intensa e são bastante frutados. No vinho do Porto, a Touriga Franca integra os lotes com a Tinta Roriz e a Touriga Nacional. 



Touriga Nacional é uma casta nobre e muito apreciada em Portugal. Inicialmente cultivada na região do Dão, rapidamente foi expandida à zona do Douro para ser utilizada na produção de vinho do Porto.Recentemente, os produtores descobriram o valor da Touriga Nacional na produção de vinhos de mesa tintos e o seu cultivo foi alargado para outras regiões como o Alentejo. É uma casta de pouca produção: possui cachos abundantes, mas pequenos. Os bagos têm uma elevada concentração de açúcar, cor e aromas. Os vinhos produzidos ou misturados com a casta Touriga Nacional são bastante equilibrados, alcoólicos e com boa capacidade de envelhecimento.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Conhecer as castas brancas - Síria; Terrantez; Trajadura; Verdelho; Vinhas Velhas e Viosinho

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A casta Síria é cultivada nas regiões do interior de Portugal. Já foi a casta branca mais plantada na região alentejana, onde é denominada Roupeiro, contudo, verificou-se que as temperaturas demasiado elevadas do Alentejo não eram benéficas para esta casta: os vinhos não tinham frescura, boa acidez e perdiam os aromas rapidamente.

Assim, desenvolveu-se o cultivo da Síria nas terras mais altas e frescas da Beira Interior (nomeadamente na zona de Castelo Rodrigo) e Dão (onde a casta é conhecida por Alvadurão, Côdega ou Crato Branco). A Síria é uma casta muito produtiva de cachos e bagos pequenos. Apesar de ser bem resistente ao oídio e ao míldio é bastante sensível à podridão. Os vinhos produzidos com esta casta são delicados, frescos e elegantes.









A casta Terrantez é originária do Dão, onde é conhecida como Folgasão. É também cultivada nos Açores, nomeadamente na zona do Pico e Biscoitos e na Madeira, onde é considerada uma casta nobre para a produção de vinho generoso.
A Terrantez é uma casta rara e, neste momento, encontra-se quase extinta. Uma das razões para a sua extinção é a grande tendência que a Terrantez tem para a podridão (muitas vezes não resiste até à época da vindima). Os cachos da Terrantez são pequenos, compactos e constituídos por bagos pequenos de cor verde-amarelada. Os vinhos produzidos pela Terrantez são bastante perfumados, encorpados e de sabor persistente.


















A casta Trajadura é oriunda da região dos Vinhos Verdes, particularmente da sub-região de Monção, apesar de ter alguma expressão na Galiza (Espanha). Rapidamente foi difundida para as outras sub-regiões, sendo cultivada em quase toda a região dos Vinhos Verdes. A casta Trajadura apresenta uma boa produção. Os seus cachos são muito compactos e de tamanho médio, compostos por bagos verde-amarelados de grandes dimensões. Os vinhos produzidos com a casta Trajadura apresentam aromas pouco intensos e normalmente, são um pouco desequilibrados. É comum lotar a casta Trajadura com a casta Loureiro ou, por vezes, com a Alvarinho (castas da mesma região e mais aromáticas), para atribuir maior grau alcoólico e melhor equilíbrio aos vinhos.


A casta Verdelho ficou famosa por ser uma das castas utilizadas na produção do vinho generoso da Madeira. Depois da época da filoxera, o seu cultivo decresceu na ilha, no entanto ainda hoje continua a ser utilizada na produção de vinhos de mesa e generosos. A casta Verdelho é também cultivada nos Açores. Ultimamente, a casta Verdelho tem sido utilizada na produção de vinhos Australianos. Os vinhos produzidos com Verdelho são bastante aromáticos, equilibrados. Os vinhos da Madeira elaborados a partir da casta Verdelho são meio secos e de aromas delicados. A casta Verdelho apresenta cachos pequenos e compactos compostos por bagos pequenos de cor verde amarelada.


Por norma utiliza-se o termo "Vinhas Velhas" para designar um conjunto de castas com muitos anos de vida (geralmente idades superiores a 60/70 anos).
Antigamente não era habitual utilizar a plantação separada por castas. As castas eram plantadas misturadas pois, uma vez que era raro uma doença atacar todas as estirpes ao mesmo tempo, protegia-se a produção desta forma. Era normal existir mais de 35 variedades plantadas no mesmo lote de terreno.
Com o passar dos anos certas castas foram deixando de ser plantadas em detrimento de outras que, segundo o critério de cada viticultor, tinham melhores atributos.Hoje em dia muitas vezes não é possível identificar todas as castas que compõem um talhão de "Vinhas Velhas", mas todas as "Vinhas Velhas" têm em comum as baixas produções por hectare e uma maior concentração de todos os componentes na uva.


A casta Viosinho é apenas cultivada nas regiões do Douro e de Trás-os-Montes, onde já é utilizada desde o século XIX. É uma casta de boa qualidade e indicada para a produção de vinho tranquilo e de vinho do Porto, todavia apresenta uma produção fraca e por isso é pouco cultivada. A Viosinho apresenta cachos e bagos pequenos de maturação precoce e bastante sensíveis à podridão. Esta casta desenvolve-se melhor em solos pouco secos. A casta produz vinhos bem estruturados, frescos e de aromas florais complexos. Normalmente são também alcoólicos e capazes de permanecer em garrafa durante alguns anos.

Casta vigorosa, mostrando-se fértil mesmo podada em talão. Sensível à podridão, principalmente quando instalada em terrenos de aluvião. O bago tende a engelhar com a carência hídrica, não chegando, por vezes, a atingir a plena maturação. Produz vinhos com um teor alcoólico relativamente elevado, equilibrados e harmoniosos.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Conhecer as castas brancas - Malvasia Fina; Marsanne; Moscatel; Rabo de Ovelha; Roussanne e Sauvignon Blanc

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A Malvasina Fina é essencialmente plantada no interior do norte de Portugal, na região do Douro e na sub-região Távora-Varosa. Contudo, é também cultivada na zona de Portalegre (onde se denomina Arinto Galego), Dão (onde é conhecida por Assario Branco) e na Madeira (onde adquire o nome de Boal).
É uma casta que não tolera temperaturas muito altas, por isso é necessário estudar a época ideal para realizar a vindima de modo a evitar a deterioração dos bagos. É particularmente sensível à podridão e a algumas doenças e pragas da vinha, como oídio e o desavinho. A Malvasia Fina produz vinhos de acidez moderada e de aromas e sabores delicados e pouco complexos. Esta casta é de produção regular e constituída por cachos e bagos de tamanho médio.


Marsanne é uma variedade de uva branca, bastante produtiva e vigorosa, que se cultiva em França (Hermitage e Côtes-du-Rhône, Provenza), Suíça e Austrália (Victoria).
Produz vinhos de cor amarelo pálido quase esverdeado, com acidez moderada. A sua mineralidade (quer no nariz quer na boca) e o seu baixo grau alcool, tornam-na numa casta de lote ideal. Historicamente tem sido lotada com a casta Roussanne, baixando a viscosidade e acidez desta e imprimindo-lhe um paladar mais complexo.

Quando cultivada em climas mais frescos (como na sua casa ancestral - Hermitage), pode produzir vinhos brancos com grande capacidade de envelhecimento.







A casta Moscatel é originária do Médio Oriente e terá sido introduzida em terras nacionais na época do Império Romano. Sofreu muitas transformações ao longo dos séculos e hoje, existem três variedades da casta Moscatel em Portugal. A variedade Moscatel de Setúbal é a mais plantada em Portugal, e a sua produção concentra-se na Península de Setúbal, cujo clima ameno permite a maturação ideal dos bagos. Esta casta é imprescindível na elaboração do vinho generoso "Moscatel de Setúbal", contudo também é utilizada para enriquecer aromaticamente outros vinhos brancos da região, uma vez que é uma casta primária (marca o paladar e aroma dos vinhos).


A casta Rabo de Ovelha é cultivada na região do Douro, especialmente na zona do Douro Superior. É plantada em pequenas quantidades na região dos Vinhos Verdes sob o nome de Rabigato e nas zonas vitícolas do sul do país (Estremadura, Ribatejo e Alentejo) onde é mais divulgada.
A casta Rabo de Ovelha apresenta cachos médios e bagos pequenos de cor verde amarelada. É uma casta muito sensível ao oídio e ao míldio. O vinho elaborado a partir desta casta é mais utilizado para produzir vinhos de lote. As principais qualidades da casta Rabo de Ovelha nos vinhos são o alto teor alcoólico, boa longevidade e elevada acidez. Os vinhos que incluem esta casta na sua composição apresentam aromas discretos, com notas florais, vegetais e até minerais.

Embora niguém tenha a certeza absoluta da origem desta casta, o mais provavél é que seja nativa do vale do Rhône onde é usada tradicionalmente como uma casta de lote.


Roussanne é uma variedade de uva branca cultivada em França (Vale do Rhône, Sabóia), na Itália, Austrália e na Califórnia. Produz vinhos de guarda muito finos.
No Sul do vale do Rhône é uma das seis castas permitidas em Châteauneuf-du-Pape, e muitas vezes é lotada com a Grenache Blanc, fazendo sobresair as notas de mel e pêra da Roussanne. No Norte do vale do Rhône é normalmente lotada com a Marsanne nas denominações Hermitage, Crozes-Hermitage e Saint Joseph trazendo acidez, mineralidade e complexidade aos vinhos.
A casta Roussanne também é encontrada na região de Saboia (onde é conhecida como Bergeron), e na Australia, Italia e Estados Unidos.




De película verde, a uva Sauvignon é originária da região de Bordeaux, em França. É hoje plantada em muitas das regiões vinícolas mundiais, produzindo vinhos monovarietais atrevidos e frescos. Esta casta é também muito utilizada em vinhos de sobremesa como os Sauternes.
Dependendo do clima, o sabor pode variar de um vegetal agressivo a um tropical adocicado.
Juntamente com os vinhos da casta Riesling, os vinhos monovarietais Sauvignon Blanc foram dos primeiros vinhos serem engarrafados com o tipo de vedação "screwcap" em quantidades comerciais, especialmente pelos produtores da Nova Zelândia.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Estado Liquido deseja um bom Natal a todos

BY Estado Liquido - Wines & Spirits IN No comments