Moreto
A casta Moreto é característica da zona do
Alentejo, sendo bastante cultivada nas zonas de Reguengos, Redondo e Granja-Amareleja. Pensa-se que terá sido introduzida na região, por volta do século XIX, quando se assistiu a um grande desenvolvimento da viticultura no
Alentejo.
Esta casta apresenta cachos de tamanho pequeno e bagos de tamanho médio e arredondados. É uma casta bastante produtiva e de maturação tardia. Os vinhos produzidos com a casta Moreto são normalmente pouco encorpados e apresentam pouca cor, por isso é utilizada em vinhos de lote. Normalmente é lotada com as castas Trincadeira, Aragonez e Tinta Caiada.
Moscatel Galego Roxo
A casta tinta Moscatel Galego Roxo existe em pequena quantidade na Península de Setúbal e produz um vinho generoso semelhante ao "
Moscatel de Setúbal", contudo de aromas e sabores mais complexos.
A Moscatel Galego Roxo é muitas vezes atacada por pássaros, devido ao aroma e doçura dos seus bagos. O aspecto desta casta é bastante diferente da casta Moscatel: os cachos e bagos são mais pequenos e apresentam uma cor rosada. Os vinhos produzidos por esta casta apresentam um elevado grau de doçura, são muito aromáticos e de sabor persistente. A casta Moscatel Galego Roxo é uma das castas "primárias", por isso é determinante no aroma e paladar de um vinho.
Mourvèdre
A uva vermelha Mourvèdre tem suas raízes no sul da França, na Provence, no sul do Rhône e no Languedoc-Roussillon. As uvas Mourvèdre são pequenas, com cascas grossas e doces, que originam vinhos ricos em tanino e álcool, fortes e com aroma de amora. É raramente utilizada sozinha, servindo mais como parceira da Syrah, como também da Grenache e Cinsault. Faz parte dos vinhos
Châteauneuf-du-Pape e Bandol. Provavelmente é originada da Espanha, cujo nome deve advir da localidade de Murviedro em Valencia, já que é idêntica à espanhola Monastrell (resultado de análise genética datado de 1998). Amadurece tarde e necessita de clima quente.
Petit Verdot
O nome de
Petit Verdot ("verde pequeno") refere-se a um dos principais problemas desta casta; muitas vezes os bagos não se desenvolvem adequadamente se o clima não for o correcto durante a floração.
Petit Verdot é uma casta tinta utilizada principalmente em lote nos Bordeaux clássicos. Amadurece tardiamente (em Bordéus, muito mais tarde que as outras variedades caindo assim em desgraça). Quando amadurece, é adicionada ao lote em pequenas quantidades para acrescentar taninos, cor e sabor.
A
Petit Verdot tem mais uma particularidade que é a de muitas vezes dar dois cachos por rebento.
Pinot Meunier
A casta Pinot Meunier é uma das muitas mutações da
Pinot Noir, sendo originária da região francesa de Champagne. Esta casta desponta mais tarde e amadurece mais cedo que a
Pinot Noir, evitando deste modo danos de geadas primaveris, tornando-a mais de confiança e produtiva quando tal acontece.
A Pinot Meunier tem uma acidez levemente superior à
Pinot Noir e dá aos lotes de champagne uma cor mais aberta e aromas mais frutados.
Esta casta também é usada em algumas zonas de França para rosés.
Ramisco
A casta Ramisco é característica da zona de Colares. O seu cultivo é muito peculiar e trabalhoso, uma vez que esta casta é plantada em "chão de areia" e sem porta-enxertos ("pé-franco").
As vinhas situam-se muito próximas do mar e numa zona próxima de grandes cidades, por isso a pressão urbanística, a falta de mão-de-obra e a fraca rentabilidade do cultivo quase extinguiram esta casta. A casta Ramisco tem uma maturação tardia. Os seus cachos são médios e compactos constituídos por bagos pequenos e arredondados. Os vinhos têm uma gradação alcoólica relativamente baixa (por volta dos 11º), acidez elevada e taninos intensos. Porém, depois de envelhecerem em garrafa, tornam-se mais suaves e muito aromáticos.