terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Aprender a identificar os aromas do vinho II

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Aprender a identificar os aromas do vinho - Parte II


Balsâmico

Aroma resinóide que pode ser devido à variedade, às características do terreno, ou ao estágio (incenso, cedro, pinho, cânfora, etc.).

Baunilha

Odor balsâmico descoberto em numerosos vinhos, que recorda o perfume da baunilha, com origem num éster proveniente de um aldeído fenol ou da baunilha (aldeído também conhecido com o nome de vanilina). A madeira de carvalho das barricas pode dar compostos baunilhados em combinação com os polifenóis do vinho.

Benzol

Odor que recorda o de um dissolvente ou de um verniz.

Caça

Odor animal muito forte, característico dos vinhos evoluídos que sofreram uma forte redução na garrafa.

Cacau

Aroma nobre característico de algumas velhas colheitas. Pode detectar-se em garrafas veneráveis de vinhos tintos.

Café

Aroma café verde, que, muitas vezes, se associa a certas variedades como a Cabernet Sauvignon. Aroma que recorda o café torrefacto, que se encontra em vinhos evoluídos, geralmente de qualidade.

Camomila

Odor que recorda o destas plantas (macela) e que se detecta em alguns vinhos jovens.

Carvalho

Odor derivado do estágio em pipa de carvalho aromático, que deve estar em perfeita harmonia com outras características do vinho (corpo, álcool, tanino, acidez, etc.).

Casca de laranja

Aroma frutado de alguns vinhos.

Cássis

Baga aromática, espécie de groselha preta cujo odor e sabor pode detectar-se em vinhos de grande qualidade (merlot, cabernet sauvignon, pinot noir, syrah, tempranillo). Como todos os aromas frutados, com a passagem do tempo, o aroma de cássis desaparece ou transforma-se.

Castanha

Odor frutado que evoca o da castanha torrada e quente, característico de alguns chardonnays fermentados em madeira, ou o da castanha assada, que aparece em alguns vinhos brancos jovens.

Cebolinho

Odor vegetal de alguns vinhos brancos que evoca o desta planta.

Cedro

Odor da madeira nobre que alguns grandes vinhos possuem, com um matiz balsâmico, de resina nobre, mais perfumado que o odor resinoso do pinho. Nos grandes cabernets sauvignon, este odor balsâmico não procede da madeira de estágio, mas do próprio vinho.

Ceifa do feno

Odor vegetal que recorda o feno cortado ou as fragrâncias dos prados na altura da ceifa.

Celulóide

Odor que evoca o da cânfora. Pertence à família dos aromas a especiarias, dado que a celulóide é uma mistura entre a nitrocelulose e a cânfora.

Cera

Odor característico dos vinhos doces naturais e vinhos brancos licorosos, que evoca o da cera de abelha. É também aroma próprio de vinhos brancos de grande classe, com corpo e um pouco evoluídos.

Cereja

Aroma frutado que aparece em alguns vinhos rosados e tintos. Utiliza-se também para designar cor de certos tintos.

Chá

Odor vegetal que recorda o das folhas de chá em infusão, com as delicadas fragrâncias de rosa aromática. O aroma do chá tem certo parentesco com o do jasmim. Aparece em vinhos brancos envelhecidos em barrica e em alguns tintos mais nobres.

Charuto

O aroma vegetal de tabaco é próprio de vinhos já evoluídos, mas quando recorda o charuto havanês, maduro, é próprio dos vinhos tintos de grande classe.

Chocolate

Odor que evoca o deste alimento, obtido do cacau torrado. É característico de certos vinhos tintos.

Cidra

Odor que recorda a fruta do mesmo nome, de características parecidas com o limão.

Cipreste

Aroma balsâmico que se encontra em certos vinhos nobres.

Cítrico

Odor frutado de certos vinhos que evoca a dos frutos citrinos (sidra, limão, laranja, etc.).

Côco

Aroma agradável que aparece em certos vinhos com estágio em madeira.

Cogumelo

Aroma pertencente à família dos aromas vegetais e também à dos aromas de especiarias. Encontra-se mais facilmente em vinhos longamente estagiados em garrafa.

Compota

Odor frutado que recorda o de frutas cozidas e que aparece em vinhos muito intensos e maduros.

Confeitaria

Odor que recorda o das frutas em compotas, plum cake, frutos secos e rebuçados.

Couro

Aromas que recordam o odor do couro, da pele, da marroquinaria e inclusive da caça. Quando se sobrepõe aos outros aromas é considerado um defeito.


Couve

Odor vegetal, desagradável e muito potente, que recorda o das couves.

Cozido

Odor quente que se detecta em alguns vinhos tintos fermentados em cimento ou em cubas de madeira que sofreram fortes elevações de temperatura durante a vinificação.

Cravo

Odor floral que recorda o perfume que esta cariofilácea exala e que é devido à riqueza natural do vinho em isoeugenol.

Cravo-da-índia

Aroma a especiarias de certos tintos, que recorda o dos botões secos das flores do craveiro. Distingue-se nos grandes tintos de qualidade mediterrânicos.

Crisântemo

Odor floral, característico de alguns vinhos brancos secos, que recorda o desta túbera.



Parte I

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Aprender a identificar os aromas do vinho

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Sabia que existem centenas de aromas que pode encontrar num vinho? 
Provavelmente já leu ou ouviu alguns destes exemplos:
"...Excelente intensidade aromática com notas frescas de frutos silvestres e cacau..." ou "...Excelente intensidade aromática de frutos silvestres frescos bem integrados com suaves notas florais..." ou "...no aroma é cítrico, mineral com notas de fruto de caroço...", entre muitas outras descrições. 
Mas afinal, que aromas podem ser encontrados e como os identificar. Uma ajuda rápida e sucinta de alguns desses aromas que pode encontrar nos nossos néctares de preferência. 
Aprender a identificar os aromas do vinho

Abrunho

Aroma a caroço de fruta que recorda o da aguardente de abrunho.


Acácia, flor de

Aroma floral que se encontra em alguns brancos muito delicados.


Açafrão

Aroma a especiarias, que recorda o açafrão.


Alcachofra

Aroma desagradável, ácido e acre, que lembra esta verdura. O aroma que se percebe na degustação é o que se produz ao cozer a alcachofra.


Alcaçuz

Aroma amadeirado e doce que se detecta em grandes vinhos de estágio. É mais frequente em vinhos tintos nobres; mas pode, por vezes, detectar-se em vinhos licorosos.


Alcanfor

Odor picante e vegetal, que aparece em certos vinhos elaborados com uvas muito ricas em componentes terpénicas.


Alcatrão

Odor fumado e torrefacto que se detecta em alguns tintos muito profundos e maduros.


Alfarroba

Aroma adocicado e torrefacto, rústico como a alfarroba, que caracteriza certos vinhos doces ou brandies.


Alfavaca

Odor picante que evoca esta planta e que recorda a mistura da sálvia e do tomilho.


Alho

Aroma e sabor indesejáveis que podem aparecer em vinhos que foram submetidos a uma má vinificação e aos que se acrescentou, como conservante, um excesso de ácido sórbico.


Almíscar

Odor animal que se encontra em alguns grandes vinhos e que recorda o odor do almíscar.


Ameixa

Aroma característico de vinhos brancos, rosados ou tintos, geralmente muito maduros.


Amêndoa

Aroma e sabor característicos de certos vinhos. O odor da amêndoa amarga aparece nos vinhos tintos jovens elaborados por maceração carbónica. Mas o odor das amêndoas amargas pode também revelar certas alterações em muitos vinhos (excessos de anidrido sulfuroso, excesso de oxidação em vinhos brancos, etc.).


Amendoeira

Odor floral que recorda o aroma, bastante meloso, das amendoeiras em flor.


Amendoim

Aroma que aparece em certos vinhos brancos muito maduros. Quando está associado a uma quebra de vinho (fermentação manítica) pode ser um grave defeito.


Amora

Odor frutado característico dos vinhos tintos aromáticos, que evoca o das amoras silvestres.


Ananás

Aroma frutado característico de certos vinhos brancos delicados e jovens. O ananás maduro pode aparecer em brancos de estágio ou muito ricos em açúcares.


Animais

Aromas que recordam o odor do couro, da pele, da marroquinaria e inclusive da caça. Quando se sobrepõe aos outros aromas é considerado um defeito.


Anis

Aroma que se encontra em alguns vinhos brancos. O aroma do funcho é da mesma família.


Arbóreo

Diz-se do odor agradável, geralmente resinoso e balsâmico (cedro, abeto, pinheiro, cipreste).


Assado

Odor animal que recorda o da carne assada.


Avelã

Aroma característico de certos brancos secos, como o Chardonnay. Pode encontrar-se nos generosos (amontillado, Porto tawny, etc.) Aparece também no champagne e no espumante. Apresenta, por vezes, matizes de avelã torrada.


Porque o luxo também se bebe

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2 garrafas que complementam qualquer garrafeira. São edições de coleccionador, raras. 

Remy Martin Louis XIII Rare Cask 42,6 - que se caracteriza pelos 42.6% vol em detrimento dos usuais 40%, mas principalmente pela extraordinária riqueza e intensidade aromática. Depois de um longo envelhecimento, sobressaiem as notas de nozes e frutas secas de forma excepional. Também se evidenciam as notas misturadas de gengibre e ameixas, acentuadas com uma pitadas de tabaco. Uma bebida rara que irá ganhar um lugar especial no coração dos coleccionadores/apreciadores. 

The Macallan M - que nos contempla de imediato à vista a magnifica garrafa de cristal soprada à mão o que a torna única e bela. Para a sua composição, foram seleccionados 7 dos melhores néctares pelo grande mestre da Macallan Bob Dalgarno, após 2 anos de pesquisa entre os mais de 195.000 barris das caves do Macallan. O mais antigo presente neste Macallan foi destilado em 1940. Um Macallan diferente de todos os feitos até hoje. Magnifico. 

Louis XIII Rare Cask



The Macallan M

Aprender sobre Vinho Colheita Tardia e IceWine

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Designa um vinho feito com uvas vindimadas mais tarde do que o normal, ultra-maduras, quase transformadas em uvas-passas na videira. Todos os vinhos “colheita tardia”, dependem igualmente deste tipo de amadurecimento natural, para ter o tão característico teor de açúcar elevado. 

Icewine – Os vinhos “gelados” 
O Eiswein é um vinho branco, doce, concentrado, com ótimo equilíbrio entre o açúcar e a acidez, portanto não é enjoativo. Dizem que o Eiswein foi produzido por acaso, num ano em que houve uma descida brusca de temperatura, onde todas as uvas congelaram na vinha. A grande maioria dos produtores abandonaram o campo, mas alguns, mais inovadores, vindimaram-nas, prensaram-nas e obtiveram um grande vinho! 

O “Eiswein” nasceu acidentalmente na Alemanha do séc. XVIII, tendo rapidamente sido valorizado pela sua concentração e registos aromáticos complexos. Todos os anos, os produtores arriscam a produção e deixam parte das suas uvas amadurecer bastante, na esperança de fazer o Eiswein. 

Resulta portanto de uma vindima tardia, e obedece a regras apertadas: as uvas são colhidas à mão, depois dos primeiros nevões (entre novembro e dezembro), antes das 10 horas da manhã, sendo obrigatoriamente prensadas nesse estado gelado e nunca podendo a temperatura subir acima dos oito graus negativos. 

O facto de serem selecionadas uma a uma, faz com que o produto final tenha um preço elevado. A grande concentração de açúcar e acidez, deve-se ao esmagamento com temperaturas tão baixas, que faz com que a água se separe completamente sob a forma de cristais (de gelo), não diluindo assim o mosto (sumo). Deste modo, consegue-se um vinho muito concentrado, rico em ácidos, açúcares e aromas. 

Na Europa, para além da Alemanha, também a Áustria tem produção de “eiswein”, na América os grandes “icewines” encontram-se no Canadá. 

Botrytizados – A “podridão nobre” 
Outro dos vinhos que se obtém através de uma vindima tardia, é o vinho botrytizado. E o que é isto de Botrytizar as uvas? Tal como o próprio nome sugere, este processo consiste no apodrecimento do bago, devido ao ataque natural levado a cabo pelo fungo Botrytis cinerea. 

Este ataque provoca a desidratação quase total do bago, fazendo com que haja uma grande concentração de açúcares e ácidos (daí chamar-se podridão nobre, porque na verdade não inutiliza o bago), obtendo-se como resultado final um vinho adocicado e com frescura. 

Para que os ataques pelo fungo decorram de maneira nobre (isto porque o mesmo fungo pode apodrecer o bago de modo a inutilizá-lo para a produção de vinho), têm que se estabelecer condições climáticas muito especiais, ou seja, isto só sucede com uvas maduras e saudáveis, e se a meteorologia cooperar alternando manhãs orvalhadas, de neblina, que incentivam o fungo, com tardes quentes e soalheiras que secam as uvas e impedem a difusão demasiado rápida do bolor. 

Se o fungo atacar uvas não maduras, ou uvas cujas películas foram rebentadas (pelo granizo ou animais, por exemplo), ou se o tempo estiver chuvoso ou húmido, então o fungo é uma praga implacável e não uma bênção.

Produtos recomendados
Colheitas Tardias (Late Harvest) recomendados


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

10 mandamentos do marketing de vinhos para criar uma marca de sucesso

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Vinho e marca são coisas diferentes. O vinho é o produto dentro da garrafa, a marca é o conjunto de impressões na mente do cliente, que levam à compra (ou não). Imprimir uma marca na memória das pessoas não é fácil: exige comunicar com consistência e persistência. Resista à tentação de pensar na marca só para cumprir objetivos de curto prazo, como o lançamento de uma nova colheita, uma feira ou promoção: guie-se por estes princípios bebidos da prática.
1 – Conheça bem o seu vinho (como se fosse a pela primeira vez)
Existem mais de 30 mil produtores de vinho em Portugal (imagine no mundo). Com tantos concorrentes, destacar-se no mercado é um dos maiores desafios que irá enfrentar. Castas, sabor, vinificação, enólogo, história, preço: identifique o que pode tornar o seu vinho único.
II – Estude o mercado e a concorrência
Estude o mercado onde vai estar, a concorrência e os potenciais clientes, para saber como deve posicionar-se de forma atraente em termos de produto (o perfil do vinho), de preço (segmento onde se enquadra) e de imagem perante os potenciais clientes.
III – Procure um nicho que possa liderar
O sucesso duradouro resulta da capacidade de criar um nicho de mercado inexplorado onde a sua marca é livre para crescer, sem concorrentes.  Descubra (ou crie) um nicho de mercado consentâneo com o seu vinho, que possa liderar: seja pelo perfil de vinho, história, preço...
IV – Resuma a sua essência num texto curto
Escreva ou peça a um copywriter para resumir a sua essência num texto curto e original. Uma mensagem curta e clara é a base para comunicar de forma focada e coerente. Fica na memória e estabelece a sua “voz” em toda comunicação: nos rótulos, website e muitas outras peças.
V – Ligue-se a um designer experiente
Criar a imagem da marca, desde o logotipo aos rótulos, parece simples mas é mais complicado. Como uma tatuagem, tem de ser bem pensada para passar a mensagem certa ao consumidor, durante anos. Escolha um designer cujo trabalho lhe agrade para acompanhá-lo nesta aventura.
VI – Mantenha-se fiel à sua marca
Manter a consistência é fundamental. Quer se trate de design ou do texto, nos vários meios, cada peça deve respeitar o espírito da marca, embora de forma criativa para chamar a atenção. Se o alvo são consumidores jovens e de repente “fala” para seniores está a perder força.
VII – Estabeleça uma estratégia para comunicar
Quando listar todos os meios de comunicação disponíveis –brochuras, redes sociais, imprensa, TV- e comparar com o tempo e orçamento disponível, verá como é uma tarefa difícil. Planear o seu marketing é importante para não desperdiçar recursos: tempo ou dinheiro – ou ambos.
VIII – Alimente o seu público
O marketing é tudo sobre criar e acarinhar um público: tal como a vinha, também os seus clientes precisam de atenção. Mantenha o contacto. Seja em provas, nas redes sociais, anúncios ou comunicados, crie um mundo onde os seus clientes gostem de viver.
IX – Seja flexível 
Saber ouvir os seus clientes e o mercado é fundamental. O mundo não pára e pode haver boas razões para corrigir o rumo. Em geral, tem de ser focado o suficiente para obter resultados, mas a estratégia não precisa ser escrita na pedra.
X – Seja paciente
Uma marca de sucesso não se faz de um dia para o outro. Exige tempo. Mas quanto mais história acumular, mais respeitada e valiosa se torna a marca. Como dizem os  Rothschild "O vinho é um negócio simples, apenas os primeiros 200 anos são difíceis."

Por: Rita Monteiro, Copywriter (redactora publicitária) da Wine & Shine na enovitis

Vinho - Porque também é preciso rir

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Para muitos apreciadores de vinho, sexta-feira é o dia em que decidem qual o vinho que irão levar para degustar no fim de semana ou então qual o que irão buscar à adega. É normal o tempo ter influência sobre as escolhas, porque se estiver de chuva e muito frio, podemos optar por ir harmonizar com uma comida diferente do que se estivesse bom tempo (ex: churrasco).

Agora, com um copo de vinho seja qual for a escolha, sente-se, aprecie o vinho e divirta-se com estas imagens.











Os cartoons "radicci" são da autoria do cartunista brasileiro Carlos Henrique Iotti 





A estrada do coração para quem gosta de vinho

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Uma vinha numa localidade de Jurij, na Eslovênia. E porque por vezes as palavras dizem tudo aos apreciadores de vinho, neste caso a imagem fala por si e nada podemos acrescentar.

A estrada "caminho do coração".


Numeração de rolhas promete impedir fraudes

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Para evitar fraudes, muitos produtores de vinhos começaram a numerar garrafas, usar selos específicos e rótulos que impedem cópias. Agora, um produtor de rolhas da Itália desenvolveu e patenteou outro um método que garante a autenticidade do vinho. A empresa Brentapack criou o sistema IDCork, que coloca códigos individuais nas rolhas permitindo que os consumidores acessem a detalhes da história do vinho através de um aplicativo. O sistema baseia-se na convicção de que os rótulos podem ser copiados, mas as rolhas não. «A composição da rolha é como uma impressão digital, os pequenos buracos, as rachaduras, isso faz com que sejam únicas», aponta a porta-voz da empresa, Anna Michelazzo.

Essas rolhas são impressas com um número pessoal e fotografadas de vários ângulos. Essa informação pode ser ‘scaneada’ para uma base de dados com detalhes de onde e quando a rolha foi feita, além de características individuais. «As adegas que compraram as rolhas vão para a base de dados e inserem todas as informações de que gostariam. Por exemplo, de onde os vinhos vêm, quando as rolhas foram inseridas, a marca, a região, a colheita, o blend e a foto da garrafa», diz Michelazzo.

Gianni Tagliapietra, CEO da Brentapack, acredita que esse sistema pode impedir uma prática cada vez mais comum, que é encher garrafas vazias de vinhos famosos com líquidos menos nobres. «É uma rolha normal, portanto, é difícil *tirá-la e colocá-la novamente sem danificá-la*», diz. Se houver suspeitas, a rolha também pode ser analisada nos laboratórios da empresa.

in.mariajoaodealmeida.com

* Existe quem consiga retirar uma rolha de cortiça sem a danificar, pois não usa saca rolhas* 





quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Aprender os termos vinícolas

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Sulfitos 
O Anidrido Sulfuroso é um anti-oxidante e anti-microbiano, usado para manter e proteger o vinho, mas que pode dar origem aos sulfitos. Este derivado do enxofre pode causar, em grupos mais vulneráveis, problemas alérgicos, respiratórios ou dermatológicos, sendo obrigatória a advertência no rótulo.  

Químicos 
Em comparação com outros produtos que consumimos habitualmente, o vinho é um produto bastante são. Os produtos que se usam têm como principal função estabilizar o vinho e impedir a sua rápida deterioração, bem como fornecer alguns compostos da uva que podem estar em falta no momento da vindima, como é o caso do ácido tartárico.  

Teor Alcoólico 
Para aumentar o teor alcoólico de um vinho pode-se juntar aguardente, embora não se deva proceder desse modo com vinhos de mesa. Actualmente, para aumentar o teor alcoólico recorre-se a dois processos: a Chaptalização e a adição de mosto concentrado 

Envelhecimento 
O vinho continua a oxidar ou a reduzir, travando uma luta com o oxigénio até ao seu declínio. Por vezes, tem uma fase de grata melhoria, amaciando as texturas na boca e enriquecendo os seus aromas.

Reserva 
“Reserva” é um designativo de qualidade, para o qual a legislação apenas refere a necessidade de se associar a vinhos de qualidade superior certificados. Algumas entidades certificadoras são mais exigentes do que outras, o que impede o esclarecimento objectivo do consumidor.

Novo Mundo 
Designam-se por vinhos do Velho Mundo os que são produzidos nos países que foram berço da cultura da vinha e que, através dos séculos, descobriram, colonizaram e levaram a vinha e o vinho para os países ditos do Novo Mundo.

Aromas 
A mesma casta plantada em lugares diferentes pode, apesar de interagir com o solo e o clima originando vinhos diferenciados, manter os seus traços aromáticos originais.

Prova do Aroma 
A prova de aroma num vinho é um complemento à prova de boca, revelando-se essencial para a avaliação do seu perfil. Por isso, antes de beber, cheire o vinho.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Como decantar Vinho do Porto

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Como decantar Vinho do Porto 
Se a garrafa de vinho do Porto escolhida foi movida recentemente, coloque-a em pé várias horas antes da decantação. Isto ajudará a estabilizar um pouco o depósito no vinho, tornando a decantação mais fácil.

Antes de começar, tenha pronto um decantador limpo. Alternativamente, poderá utilizar uma garrafa vazia e limpa ou uma jarra. Sem agitar demasiado a garrafa, retire o selo à volta do gargalo, limpe qualquer pó que se possa ter acumulado nessa parte da garrafa e insira cuidadosamente o saca-rolhas. 

Dependendo da idade do Vintage, a rolha poderá ter estado na garrafa durante muitos anos; por isso, é importante perfurá-la com cuidado, puxando-a depois suavemente a partir da garrafa, para evitar que se quebre ou esmigalhe. 

Verta lentamente o vinho do Porto para o decantador, elevando suavemente o seu braço para não agitar o depósito. Um funil poderá ser útil, embora não seja absolutamente necessário. 

No caso particular das garrafas de Porto Vintage com mais idade, que naturalmente terão acumulado mais depósito, um pequeno pedaço de musselina poderá ajudar a assegurar que nenhum sedimento entre no decantador.


Artigos relacionados:
6 dos melhores Vinho do Porto Vintage


O melhor vinho branco até 3 euros

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Um bom vinho branco é avaliado pela qualidade e não pelo valor monetário no momento de aquisição. Veja-se estes 3 vinhos brancos por menos de 3 euros. Sim, menos de 3 euros. 



Terra D Alter Branco

Caracterizado por uma cor amarela citrina, límpida, brilhante. 

O nariz é brutalmente apedrejado com grandes blocos de granito (mineralidade) que acaba por ser corroído pelo sumo citrino das frutas envolvidas. Muita frescura. A fruta chega pouco madura, muita fruta de pomar e exótica, pera, pêssego, maçã e ananás. As flores são bem vindas, doces e orvalhadas. 

Um pico de vegetalidade também se nota, requintada. Bom equilíbrio, complexidade e frescura. Novamente as frutas a marcarem lugar junto das flores que perduram na boca durante muito tempo. Não é mal nenhum repetir que a sua frescura é envolvente, sentida. 

Fim de boca frutado com toques especiais. Muito equilibrado.





Castello D Alba

Este vinho reflecte a minha paixão pelo Douro Superior - Rui Reboredo Madeira - 

Solo: Xistoso 

Castas: Códega do Larinho; Rabigato e Viosinho / Altitude das vinhas: 400 m 

12,5% Vol 

Medalha de prata no Concours Mondial Bruxelles 2013 Medalha de prata no Wine International Challenge 2013

Frutado e mineral. Suave com final longo.



Os vinhos de Bucelas e da Quinta da Romeira estão intimamente ligados a Inglaterra e já Shakespeare no séc. XVI o mencionava na sua obra "Henrique VI". Este Prova Régia alia toda esta tradição às modernas técnicas vitivinícolas. 

Apresenta uma cor amarelo citrino com laivos esverdeados. Nariz exuberante com notas de fruta tropical como maracujá e ananás, complementadas com refrescantes notas cítrinas. Boca com uma frescura vibrante dada pela excelente acidez, notas aromáticas intensas e persistentes num estilo tropical. 

Servir à temperatura de 9ºC acompanhando pratos de peixe, mariscos, saladas e sopas frias. 

Álcool: 13%.





Gin tónico perfeito

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Práticas cábulas para ter até como decoração no bar, para ter à mão como ajuda, entre muitas outras aplicações. Gin Hendricks - Gin Gvine - Gin NAO

Indicação dos ingredientes que serão necessários, o modo de preparação e a história do gin que é útil para a ir contando enquanto prepara os gins. Já o Gin pode adquirir confortavelmente e de forma segura em: www.estadoliquido.pt




fotos: Gin Club

Vinho a Martelo - Sabe porque se utiliza esta expressão?

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Vinho a martelo:
A expressão remonta ao século XX quando o Engenheiro Simão de Martel descreveu os dados estatísticos oficiais da produção de vinho como muito enganadores. 

Esses vinhos contrafeitos, certamente de baixa qualidade, passaram a estar associados ao nome do Sr. Martel, chegando aos nossos dias como vinhos a martelo.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Video - Aprenda a fazer um gin tónico Bulldog Extra Bold by Gin Lovers

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Gosta de gin?

Veja uma sugestão da Gin Lovers em video para aprender a fazer um gin tónico como um profissional. Tutorial simples e prático. Neste caso o serve é com o Gin Bulldog Extra Bold, um gin superior de gosto único.

 O Gin pode adquirir Aqui

Gin Tónico Novidade...Em Gelado

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Sim, está frio e com este tempo em nada convida a comer um gelado, mas...se for um gelado de Gin Tónico?

Ora ai está uma ideia fresca (mas que aquece) e saborosa. Este ano, todos irão andar a comer gelados...

Fica a sugestão para os empreendedores...




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Gin Hendricks - Criativos voltam a surpreender

Mercado de vinho Brasileiro cresceu 9% em 2013

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A venda de vinhos e espumantes brasileiros cresceu 9,82% em 2013, comparativamente a ano anterior. Os dados foram apresentados pelo Ibravin - Instituto Brasileiro do Vinho.
No ano passado, o setor vitivinícola brasileiro terá comercializado 388,3 milhões de litros de vinhos, espumantes, sumos e derivados da uva, com todas as categorias a apresentarem índices positivos de crescimento, destacando-se os espumantes (7,73% de crescimento e 15,8 milhões de litros comercializados) e o sumo de uva (aumento de 40% e colocação de 78 milhões de litros no mercado). 
Os resultados também apontam para uma melhor participação do vinho premium no mercado e para a qualificação do vinho de mesa. 
A valorização do dólar, a aposta em ações promocionais para trade e consumidor final e o estreitamento de relações com o retalho foram alguns dos fatores que terão contribuído para os bons resultados de 2013. Também o acordo que colocou fim ao projeto de salvaguarda dos vinhos brasileiros terá levado produtores, importadores e retalhistas a trabalharem para elevar a venda da bebida brasileira. 
As expetativas estão, por isso, em alta, tendo-se traçado já como meta para 2016 o aumento do consumo de vinho dos atuais 2 para 2,5 litros por cada habitante brasileiro.
in. WINE-A Essência do Vinho

Vinho para os dias frios

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Qualquer motivo é bom para se abrir uma garrafa de bom vinho, aliás, só o próprio vinho já é um excelente motivo. Dias como os de hoje (em Portugal) onde estamos a ser presenteados com frio e muita chuva, a ideia de logo à noite poder estar numa divisão de casa com uma temperatura amena e a degustar um bom vinho torna-se realmente numa imagem desejável e até motivadora (trabalhar mais e melhor, pois à noite irá se recompensar a si mesmo).

Mas com tanta diversidade de vinho que colocamos à disposição, quais deve escolher? 

Fica uma sugestão:

Quinta da Pacheca Reserva 2011 Vinhas Velhas Tinto


Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinto Cão, Tinta Amarela, Sousão. 

Foi feito em lagares de granito com as castas Touriga Franca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinto Cão, Tinta Amarela e Sousão. Depois da fermentação passou 12 meses em barricas novas de carvalho francês. 

Mostra aroma de frutos vermelhos maduros, amparados, discretamente, pela suave baunilha da madeira de carvalho. Consistente na boca, denso, com fruto de qualidade, notas de fruta vermelha e final longo e persistente. 

Álcool: 15% vol 
PH: 3,73 
Acidez Total: 5,0 g/l 
Açúcar Residual: 2,8 g/l

Feira de Vinhos (ou não)

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Existe quem goste de estar no meio de centenas de pessoas com muito barulho e produtos misturados uns com os outros, a ouvir discussões alheias, a desejar que chova muito quando saírem do estabelecimento porque o carro até ficou um pouco longe e gostam de se encharcar e passar frio, que as filas nas caixas de pagamento estejam enormes, porque gostam de esperar largas dezenas de minutos e é engraçado estar a ver as compras das outras pessoas, entre um sem número de "aventuras" que se adora que aconteça enquanto se quer apenas adquirir calmamente o próximo vinho a colocar na garrafeira de casa ou para degustar de imediato.
Solução para estes casos: Adquirir muita paciência (muita, mesmo)

Depois, também existe quem adore estar no conforto de casa a degustar um belo vinho enquanto escolhe os novos vinhos a adquirir calmamente, consultando com calma todas as características e notas de prova dos vinhos, consultando de forma simples por região e/ou preço, consultar os anos de colheitas, enquanto o que ouve é apenas as musicas preferidas.
Solução para estes casos: www.estadoliquido.pt

Temos também quem tem pouco tempo disponível, então na pausa do trabalho para beber o café, tem 2 ou 3 minutos para adquirir os vinhos pretendidos e do outro lado tem uma loja online tão rápida a devolver os resultados que ainda fica com tempo disponível para "dar 2 dedos de conversa" com os colegas.
Solução para estes casos: www.estadoliquido.pt

Ainda temos também, quem goste de se deslocar no carro e ter estacionamento privativo a 1 metro da entrada da loja. Gostam de entrar num estabelecimento e serem recebidos educadamente por profissionais experientes, de receber aconselhamentos técnicos e comerciais, de estar num ambiente reconfortante e desenvolvido a pensar na preservação de toda a qualidade dos produtos, de poderem escolher entre uma diversidade enorme de produtos seleccionados, de usufruírem do tratamento que merecem.
Solução para estes casos: Loja Estado Líquido em Caldas da Rainha 


Vinho perfeito para o dia dos namorados

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Existem vinhos perfeitos para partilhar com a sua cara metade, mas este é sem dúvida um dos mais recomendados, não só, mas também um pouco pelo rótulo.

Para quem não teve o prazer de degustar, podemos adiantar que este vinho teve origem numa família tradicional alentejana, com uma paixão enorme por vinhos, inicia em 2005 a produção dos seus próprios vinhos na Herdade Vale D’Anta (Redondo), junto à harmoniosa e inspiradora Serra D’Ossa. Aqui nascem os vinhos Solar dos Lobos! No inicio de 2014 vem a público o novíssimo Solar dos Lobos Syrah 2011, carregado de amor e luxúria, que a casta "amante" francesa oferece. É uma vez mais da responsabilidade da enóloga Susana Esteban, eleita a Melhor Enóloga do Ano 2011.


Vinho de corpo inteiro, com personalidade vincada e dentro da linha dos varietais de Solar dos Lobos. Este varietal Syrah de cor viva com notas azuis profundas, é de aroma muito intenso a fruta e chocolates negros que não tapam as notas de madeira de carvalho francês bem presentes.

Junte uma mensagem para a sua cara romântica à encomenda e surpreenda de forma original: 



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Vinho e Espirituosos - A semana em revista

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A semana em revista. Os artigos publicados durante a semana sobre vinho e espirituosos que mais interesse suscitaram aos nossos amigos leitores. 

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